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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O dilema dos avançados do Benfica


O mercado de Inverno já fechou e o último dia foi agitado para os lados da Luz. O clube encarnado acabaria por se destacar dos rivais por não ter contratado nenhum jogador, garantido apenas a contratação do extremo brasileiro Caio Lucas para a próxima temporada. Já o último dia em particular, ficaria marcado pelas saídas dos avançados contratados no Verão: Nicolas Castillo e Facundo Ferreyra.

Quem me conhece, sabe a minha opinião em relação a ambos os jogadores e vou colocá-la de parte para este texto. A saída dos dois avançados que acabaram por ter um rendimento decepcionante nas poucas oportunidades que tiveram, sem que houvesse alguém a ser contratado para os seus lugares gerou uma forte contestação por parte dos adeptos. Eu próprio, desejei a contratação de mais um avançado, visto que nenhum dos pontas-de-lança da equipa B me tem convencido.

No entanto, parei para pensar e depois de ter puxado pela minha memória, relembrei-me que esta situação não é inédita no Benfica e que nas últimas temporada, o nosso plantel tem tido quase sempre 3 avançados, sendo que em grande parte das épocas desta década, temos jogado em 4-4-2. Mas para clarificar melhor os factos, pegando no tweet que postei há bocado, irei aqui relembrar o ataque de cada uma das épocas do Tetracampeonato.



Época 2013/2014 - Lima, Rodrigo, Cardozo e Funes Mori


Com aquele que é na minha opinião, o melhor plantel do Benfica dos últimos 30 anos, o Benfica iniciou a época com três avançados: Lima, Rodrigo Moreno e Óscar Cardozo, sendo que o paraguaio esteve grande parte da pré-temporada sem comparecer no Seixal devido ao diferendo com o clube causado pelo incidente com Jorge Jesus no na final da Taça de Portugal. Após um pedido de desculpas público, Óscar Cardozo voltaria a treinar no CFC, sendo reintegrado na equipa mais tarde. Pelo meio, seria contratado o argentino Rogelio Funes Mori ao River Plate a troco de 2 milhões de euros.

A época oficial iniciaria com Lima a assumir a titularidade, com a posição de segundo avançado a ser alternada entre Rodrigo, Markovic e Djuricic, até Cardozo recuperar a condição física, assumindo a titularidade no jogo da 4ª jornada contra o Paços de Ferreira. Depois de desatar a marcar golos, em Novembro contraiu uma lesão que o deixaria no inactivo durante mais de dois meses. Daí para a frente, Lima e Rodrigo viriam a formar a dupla atacante da equipa.

Depois de recuperar, Cardozo viria a ficar no banco de suplentes, alternando com Lima e Rodrigo nos jogos das Taças e da Liga Europa. Funes Mori jogou grande parte da época na equipa B, realizando apenas cinco jogos pela equipa principal. E praticamente com três avançados, ganhámos três títulos e chegámos a uma final europeia.



Época 2014/2015 - Lima, Derley, Jonas e Nelson Oliveira/Jonathan Rodriguez


Óscar Cardozo foi vendido ao Trabzonspor e Funes Mori foi emprestado ao Eskisehirspor. Derley foi contratado ao CS Marítimo após ter sido o segundo melhor marcador do campeonato na época anterior e Nelson Oliveira regressou à equipa após ter sido emprestado ao Rennes. 

No início da época, o médio ofensivo Anderson Talisca jogou a segundo avançado no apoio a Lima. Jonas chegou ao Benfica em Setembro, depois de ter rescindido contrato com o Valência, estreando-se em Outubro no jogo da 7ª jornada contra o FC Arouca. 

Daí para a frente, Jonas formou dupla atacante com Lima, excepto na Champions visto que chegou ao clube já depois do fecho das inscrições. Juntos, marcaram 41 golos nesse campeonato, com Derley a ser a alternativa e Talisca a recuar para o meio-campo. Entretanto, Nelson Oliveira jogaria apenas dois jogos, ambos como suplente utilizado e seria emprestado em Janeiro ao Swansea City. No mesmo mês, seria contratado o uruguaio Jonathan Rodriguez ao Peñarol, mas este só jogou cerca de 10 minutos no jogo da 28ª jornada contra a Académica, jogando mais na equipa B.



Época 2015/2016 - Jonas, Mitroglou, Jiménez e Jovic


Derley foi emprestado ao Kayserispor. Lima jogou no jogo da pré-temporada contra o PSG e pouco depois foi vendido ao Al-Ahli. Nelson Oliveira e Jonathan Rodriguez também fizeram a pré-temporada com a equipa principal, mas acabaram por ser emprestados ao Notthingam Forest e Deportivo da Coruña, respectivamente.

Poucos dias antes da Supertaça, o Benfica anunciou a contratação de Konstantinos Mitroglou, a título de empréstimo do Fullham. Uma semana depois, foi contratado Raúl Jiménez. Os dois avançados alternariam a titularidade entre si na primeira metade da época. Na segunda metade da época, o grego assumiu a titularidade ao lado de Jonas, enquanto o mexicano afirmou-se como a arma secreta da equipa a partir do banco. Pelo meio, seriam contratados no mercado de inverno as jovens promessas sérvias Igor Saponjic e Luka Jovic. Saponjic não passou da equipa B e Luka Jovic fez dois jogos pela equipa principal, ambos como suplente utilizado.



Época 2016/2017 - Jonas, Mitroglou, Jiménez, Gonçalo Guedes e Jovic


Kostas Mitroglou foi contratado a título definitivo a troco de 7 milhões de euros. O gestão inicial dos avançados manteve-se com Mitroglou e Jiménez a alternarem entre si consoante a forma de cada um. Após a primeira paragem para as selecções, os quatro avançados estavam lesionados, o que fez com que a dupla atacante no jogo da 4ª jornada do campeonato contra o FC Arouca fosse formada por Rafa e Gonçalo Guedes e no jogo seguinte para a Champions contra o Besiktas, fosse formada por Cervi e Guedes.

Entretanto, Gonçalo Guedes assumiu o lugar de Jonas durante a sua lesão e seria vendido ao PSG em Janeiro. Daí para a frente, seria Rafa a jogar a segundo avançado enquanto o brasileiro estava indisponível, enquanto Jonas e Jiménez continuavam a alternar, com algumas lesões do mexicano pelo meio. Luka Jovic passaria a época na equipa B, jogando apenas dois jogos como suplente utilizado na equipa principal.


Actualmente, o ataque do clube está entregue a um jovem em ascensão no futebol e a um jogador que está a fazer a melhor época da sua carreira e ao Jonas que mesmo não estando saudável, é capaz de dar um ar da sua graça (isto, meses depois de muitos benfiquistas terem pedido a cabeça do presidente devido à sua possível saída). Infelizmente, Castillo e Ferreyra eram jogadores bem remunerados e não corresponderam às expectativas. E reitero: acho que devíamos ir buscar mais alguém, mas são estes que cá temos e com os quais vamos à luta e como tal, são estes que vamos apoiar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Não há pior inimigo do Benfica do que o seu próprio adepto!


Hoje venho aqui escrever uma cartilha especialmente dedicada aos especialistas da bola que já andam a rotular o Ferreyra de flop.

Facundo Ferreyra chegou ao Benfica após se ter tornado o melhor marcador do campeonato ucraniano na época passada, com 21 golos marcados, registos que deixam os benfiquistas com expectativas elevadas.

A verdade é que após uma pré-temporada em que o argentino teve alguns problemas físicos e após três jogos oficiais em branco, os entendidos na matérias já andam pelas redes sociais a dizer que ele é um cepo que se irá tornar num barrete. Há também quem diga que ele não rende num sistema táctico de 4-3-3. Nada mais falso!. No Shakhtar Donetsk ele também era a única referência ofensiva da equipa.

Quem percebe de futebol, consegue ver que o problema não está no sistema táctico, mas sim no facto do estilo de jogo da nossa equipa não ser o que mais o favorece. Facundo Ferreyra é um finalizador nato, não é um avançado de transição nem de distribuir jogo. É um avançado mais fixo e posicional na área, que também é inteligente a movimentar-se no campo e a ocupar os espaços, mas não lhe peçam para recuar no terreno e fazer os movimentos que o Jonas faz. As suas características não permitem tal coisa.

Ajustando isso a um modelo de jogo, ele no Shakhtar jogava numa equipa que explorava mais o jogo interior, que explorava mais os espaços abertos e as triangulações entre os avançados (Ferreyra, Bernard e Marlon), tinha muito mais apoio. No Benfica, ele é treinado por um treinador que teima em canalizar o jogo pelas alas e joga num modelo de jogo onde os médios interiores (Pizzi e Gedson) recuam muito no terreno para receber a bola, aumentando mais o buraco entre o meio-campo e o ataque (desde o jogo contra o Vitória SC já houve melhorias nesse aspecto). Eu não estou a dizer que Ferreyra não seja capaz de vingar neste modelo. Simplesmente, tendo em conta o seu perfil e o estilo de jogo da equipa, irá precisar de mais tempo para se adaptar e se entrosar com os novos colegas.

Para quem se quiser dar ao trabalho, aconselho-vos a irem ver os registos do Óscar Cardozo na sua primeira época no Benfica. Ao fim da décima jornada do campeonato 2007/2008, o ponta-de-lança paraguaio tinha apenas três golos marcados, dois deles de penalty. Acabaria a época com 22 golos marcados. E na quarta época se tornaria o melhor marcador estrangeiro da história do clube.  Já agora, podem também ver os registos do Mitroglou nas duas épocas em que cá esteve. Em ambas as época, ele teve um rendimento bem melhor na segunda volta do que na primeira.

Sejam pacientes!


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Esboço do Benfica 18/19 - Defesas-centrais



Neste momento, a posição de defesa-central é uma daquelas onde há mais incertezas.

Depois de na época passada, a posição ter sido marcada por alguns problemas físicos e pela ascenção meteórica de Rúben Dias, restam ainda algumas dúvidas de quem serão os defesas-centrais que irão integrar o plantel principal.

Ora vejamos, neste momento, existem seis defesas-centrais na equipa principal. Rúben Dias tem ganho pretendentes na Europa, mas a meu ver, acho que vai permanecer no clube por mais um ano, até porque não tem jogado no mundial. Luisão, ao que tudo indica, irá renovar por mais uma temporada. A meu ver, esta renovação não faz muito sentido, mas falarei disso quando a renovação se confirmar.

Entretanto, o Benfica contratou os dois defesas-centrais que integraram o melhor onze do campeonato argentino na última temporada: Gernán Conti, capitão do Colón e Cristian Lema oriundo do Belgrano. São dois defesas-centrais de características diferentes. Conti é um daqueles defesas-centrais modernos com qualidade técnica e que gosta de sair a jogar. Lema é um central mais possante e agressivo. Ambos também são jogadores com uma grande apetência nos lances de bola parada.

As minhas previsões são que Luisão irá renovar contrato, mas ficará como um jogador de balneário. Rúben Dias irá permanecer no Benfica pelo menos mais uma época e irá reeditar a dupla titular com Jardel, sendo que Lema é o que tem mais possibilidades de se intrometer nesta luta, até porque Rúben Dias poderá regressar apenas pouco antes da 3ª pré-eliminatória da Champions.

Quanto a Germán Conti, acho que deve neste primeiro ano ser submetido a um trabalho físico intenso, de modo a juntar alguma massa muscular a toda a altura que tem (1,93m e 70Kg). Resta ainda Francisco Ferreira, que é o sexto defesa-central do plantel principal. O central formado no Benfica só deverá ficar na equipa principal caso Rúben Dias seja vendido. Caso este permaneça no plantel, Francisco Ferreira fará a pré-temporada pela equipa principal e será emprestado já em Agosto, depois de Rúben Dias regressar e reintegrar o plantel.

Restam ainda os casos de Lisandro López, Kalaica e Lystcov.
Lisandro López veio de um empréstimo ao Inter de Milão e ao que tudo indica, não entra nos planos de Rui Vitória para a nova época, tendo mercado em Espanha e Itália. Quanto a Kalaica, que foi superado na hierarquia por Rúben Dias e Ferro, fala-se que poderá ser emprestado ao GD Chaves. Já Lystcov, é um defesa-central com potencial, mas será praticamente impossível chegar à equipa principal devido à forte concorrência. Como tal, o seu futuro passará pela venda ou por um empréstimo para valorizar.




quinta-feira, 28 de junho de 2018

Esboço do Benfica 2018/2019 - Defesas-laterais


Com o regresso da equipa aos trabalhos, irei agora fazer o exercício de quais serão os laterais-direitos para a nova época.

Na época passada, o dossier dos laterais-direitos ficou marcado por mais uma peripécia daquela estrutura que supostamente, está 10 anos à frente da concorrência. Com a venda de Nelson Semedo ao Barcelona, o clube pretendia apostar no regressado Pedro Pereira para o substituir. Se no papel a aposta prometia ser correcta, a verdade é que o lateral resgatado à Sampdoria esteve seis meses sem jogar e apresentou-se na pré-temporada completamente fora de forma.

Como se não bastasse, o lateral alentejano ainda ficou mais uns meses a ser queimado até ser emprestado ao Génova. Entretanto ainda no Verão, o Benfica iria ao mercado à procura de um lateral-direito. Prestes a fechar o mercado, acabaria por se confirmar a chegada do brasileiro Douglas. A altura tardia em que ele chegou mostra que o jogador emprestado pelo Barcelona não era a primeira opção do clube, mas sim aquela que estava mais à mão.

As prestações do brasileiro foram o descalabro. Em contra-partida, André Almeida assuiu a titularidade e fez a sua melhor época de águia ao peito, marcando dois golos e fazendo nove assistências. Mas só André Almeida era curto par todas as exigências de uma época longa que vai ter sete jogos já em Agosto.

Como tal, em Janeiro foi garantida a contratação do nigeriano Tyronne Ebuehi, oriundo a custo zero dos holandeses do Ado Den Haag. Apesar do seu percurso ser pouco apelativo visto que vem de um clube do meio da tabela da liga holandesa, mas eu acredito muito no potencial a médio prazo deste jogador.

A meu ver, Ebuehi é um lateral com um perfil semelhante ao de Nelson Semedo. Um lateral com potencial físico e com uma grande apetência ofensiva, mas que ainda tem muito a melhorar no aspecto defensivo, o que é normal tendo em conta o campeonato de onde vem. Só jogando num patamar competitivo mais elevado é que ele poderá aprimorar as suas valências defensivas.

A meu ver, haverá uma disputa bastante acesa pela titularidade na lateral-direita, mas de momento, creio que André Almeida tem uma ligeira vantagem.


Na lateral-esquerda, Grimaldo voltou a ser assolado por problemas físicos no início da época, mas em 2018, fez todos os jogos e recuperou a consistência exibicional. A partir de uma certa altura, a sua venda neste Verão foi dada como certa pela imprensa.

Eliseu cedo deixou de fazer parte dos planos de Rui Vitória e a sua saída neste Verão era mais que previsível. Espero que o clube se lembre de lhe dar uma despedida digna. Para o seu lugar, o clube anunciou o regresso de Yuri Ribeiro após uma época emprestado ao Rio Ave FC, onde se exibiu a muito bom nível.

Pelo menos nesta temporada, o lateral formado no Seixal ficará na sombra. Resta saber quem será o titular. A venda de Grimaldo continua a ser uma forte possibilidade, mas enquanto cá estiver será titular indiscutível, apesar do clube já ter alguns nomes em mira para a sucessão. De qualquer maneira, a sua presença é uma mais-valia, veremos o que vai acontecer...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Esboço do Benfica 18/19 - Guarda-redes


O regresso aos trabalhos da equipa de futebol do Benfica está quase a chegar e já se começa a tirar as primeiras impressões quando ao plantel que o Sport Lisboa e Benfica irá ter na nova época. Nos próximos dias irei fazer um exercício de qual será o plantel do Benfica na temporada 2018/2019, posição a posição. Irei começar com a posição de guarda-redes, que é aquela que provavelmente, levanta mais incertezas.

Na temporada passada, o dossier dos guarda-redes foi gerido com um amadorismo gritante.
Poucos das após a conquista da Taça se Portugal, seria anunciada a venda de Ederson Morais ao Manchester City, o que obrigaria o clube a ir ao mercado à procura de um guarda-redes.

Rapidamente se percebeu que para a sucessão, a estrutura do Benfica pretendia um guarda-redes jovem para potenciar e valorizar, com o intuito de render mais um bom encaixe financeiro dentro de alguns anos. Ao fim de uns tempos, tornou-se público qual o nome que o Benfica pretendia: André Moreira.

A escolha do Benfica deixou muitos adeptos desconfiados. André Moreira correspondia ao perfil de jovem promissor, mas vinha de um ano e meio sem jogar de forma competitiva após uma lesão grave contraída quando jogava na União da Madeira. Para além do mais, o jovem guardião pertencia aos quadros do Atlético de Madrid, clube com o qual o Benfica já tem um longo historial de negociatas.

O que estava avançado pela imprensa era que André Moreira seria contratado a título definitivo a troco de 10 milhões de euros (valores completamente absurdos) e quando o acordo ficou fechado, André Moreira começou a treinar no Seixal. Porém, por motivos alheios aos adeptos, o acordo expirou e André Moreira acabaria por ser emprestado ao Sporting de Braga.

Luís Filipe Vieira esclareceria depois na Assembleia Geral realizada no dia 29 de Setembro, que o que estava inicialmente acordado com o Atlético de Madrid era a compra de 50% do passe de André Moreira por valores que não foram revelados, só que no dia em que ele ia assinar contrato e tornar-se oficialmente jogador do Sport Lisboa e Benfica, o clube colchonero voltou atrás no acordo, dizendo que queria vender apenas 30 ou 40% do seu passe. LFV não terá gostado da desfeita do Atlético de Madrid e abortou a transferência. Não sabemos se isto que o presidente é contou é verdade. Mas independentemente de o ser ou não, a verdade é que este caso espelhou o quão amadora foi a gestão do guarda-redes.



O plano que o Benfica tinha era apostar no André Moreira como guarda-redes titular. Júlio César seria uma alternativa que dava experiência e estabilidade. Enquanto isso, Paulo Lopes iria pendurar as luvas e o terceiro guarda-redes seria Bruno Varela, que no meio desta novela, seria resgatado ao Vitória de Setúbal.

No final, André Moreira rumou a Braga e Paulo Lopes ficou mais um ano e o Benfica tinha de ir ao mercado procurar outro guarda-redes. Foram muitos os nomes falados pela imprensa, mas a opção recaiu sobre mais um jovem promissor: o belga Mile Svilar, um guarda-redes bastante promissor, mas que nunca ainda se tinha estreado como profissional.

Como se não bastasse, os problemas físicos de Júlio César voltaram a aparecer e o lendário guardião brasileiro acabaria por rescindir contrato em Novembro, alegando que já não se sentia em condições físicas e anímicas para dar o seu melhor contributo à equipa. No final, aquele que era suposto ser o terceiro guarda-redes da equipa, acabou por ser o titular. O resto, já vocês sabem...

Como tal, esta posição precisa de uma pequena revolução na nova época. Ainda na primeira metade da época 17/18, o clube anunciou a contratação do guarda-redes alemão Odysseas Vlachodimos, oriundo do Panathinaikos e campeão europeu de sub-21 no ano passado. Ao que me parece, é um guarda-redes cujas opiniões têm sido bastante divididas.

Pessoalmente, eu gosto bastante da escola alemã. Por norma, os guarda-redes alemãs são bastante frios e concentrados e apresentam uma boa postura entre os postes. Um aspecto em que ele tem clara vantagem em relação a Varela e Svilar, É que tendo em conta o clube e o campeonato de onde vem, trata-se de um guarda-redes que está habituado a jogar em ambientes de grande hostilidade.

https://www.youtube.com/watch?v=77GQGJJIWhs

Quanto aos que temos por cá, Paulo Lopes irá mesmo pendurar as luvas desta vez, tornando-se no treinador de guarda-redes da equipa de sub-23. Para o seu lugar, pretende-se que o 3º guarda-redes seja alguém formado no clube, devido ao contributo que pode dar nas inscrições para as competições europeias. Apesar de há algum tempo se ter falado no regresso de Moreira, tudo indica que a aposta irá recair no jovem André Ferreira, que vem de uma boa época no Leixões SC.

Quanto aos que nós temos, Bruno Varela mostrou ser um guarda-redes muito curtinho para o Benfica e a sua permanência no plantel não é certa. Quanto a Mile Svilar, por aquilo que ele trabalha e pela sua mentalidade, não tenho dúvidas que se vai tornar num grande guarda-redes, mas ainda está muito verde para o Benfica. Precisa de rodar em clubes de menor dimensão onde possa jogar com regularidade, amadurecer enquanto atleta e aprimorar o seu jogo fora dos postes. Eu diria que ainda vai levar pelo menos uns dois anos a ter condições para ser titular do Benfica.

Entre Varela e Svilar, um deles há-de sair. Estando o brasileiro Renan Ribeiro na calha, creio que ainda não é uma possibilidade descartada contratar outro guarda-redes. Tudo dependerá do que Vlachodimos irá mostrar na pré-temporada. Mas pelo pouco que vi dele até agora, acho que tem condições para assumir a titularidade.





segunda-feira, 4 de junho de 2018

Mais dois para o pacote, ou para chegar à equipa principal?


Nos últimos dias, o Sport Lisboa e Benfica anunciou as contratações de Chiquinho e João Amaral. O médio ofensivo oriundo da Académica e o extremo oriundo do Vitória de Setúbal assinaram contrato com o nosso clube, mas a verdade é que dificilmente, irão chegar à nossa equipa principal.

Uma prática comum do nosso clube nos últimos anos, tem sido a contratação de vários jogadores com o intuito destes rodarem noutros clubes (em Portugal ou no estrangeiro) para estes jogarem com regularidade, valorizaram e assim, poderem dar lucro ao clube sem nunca jogarem pela equipa principal.

Esta tem sido uma forma prática para alguns clubes fazerem dinheiro e também é aplicada por alguns outros clubes na Europa (como o Chelsea, por exemplo). No entanto, é uma política bastante contestada pelos adeptos encarnados.

Existem casos de jogadores que derem lucro ao clube sem terem jogado pela equipa principal, como foi o caso de Daniel Candeias. Existem também casos de jogadores que começaram por ser emprestados e acabaram por jogar na nossa equipa principal como os casos de Jan Oblak e Pizzi. Porém, o dinheiro que gastam todos os anos nestes jogadores poderia ser utilizado para contratar um jogador de qualidade indiscutível para entrar de imediato no onze titular, ou para aumentar o salário a algum jogador influente que esteja a ser bastante cobiçado no estrangeiro.

Aquando do anúncio das contratações de Chiquinho e João Amaral, foi esta política de contratações que veio logo à cabeça de muitos adeptos, e com razão. Mas será assim nestes casos?

Na época passada, foram vários os jogadores que assinaram contrato com o Benfica mas que nem sequer foram apresentados oficialmente. Quando esta situação acontecia, sabíamos logo de antemão que o jogador em questão iria ser emprestado e não iria para a equipa principal. Nesta temporada, já se verificaram progressos nesse aspecto, mas mesmo assim, com algumas diferenças.

Vlachodimos, Ebuehi, Conti e até mesmo o regressado Yuri Ribeiro tiveram direito a uma apresentação com toda a pompa e circunstância: fotografias com o presidente, fotografias no estádio, fotografias nas bancadas, etc. Chiquinho e João Amaral tiveram apenas direito a uma fotografia durante a assinatura do contrato. Mas afinal, quais serão as hipóteses de ambos.


Chiquinho foi nesta temporada um dos melhores jogadores da Liga Ledman Pro. O médio ofensivo de 22 anos foi o joker da Briosa, tendo sido alvo de comparações a Deco, pela sua qualidade técnica, habilidade na condução de bola e capacidade de leitura de jogo. Na minha opinião, Chiquinho tem qualidade para jogar na equipa principal, mas não para já. Na minha opinião, Chiquinho deverá rodar durante uma ou duas temporadas, para aprimorar os seus atributos técnicos e físicos perante adversários de maior tarimba. Se os empréstimos correrem bem, ele terá tudo para agarrar um lugar na equipa principal.

Quanto a João Amaral, a situação já me parece ser mais complicada. O extremo que há dois anos foi recrutado ao Campeonato Nacional Prio foi o jogador que mais se evidenciou num clube que teve uma época tormentosa. João Amaral destaca-se por ser um jogador bastante rápido e desequilibrador, sabendo explorar o espaço nas costas da defesa. É também um jogador inteligente sem bola, sabendo movimentar-se no terreno de jogo de modo a abrir espaços na defesa adversária para os seus colegas aproveitarem.

No entanto, para que este tenha capacidade para jogar na equipa principal do Benfica, João Amaral tem de aprender a jogar numa equipa que pratique um futebol mais apoiado e com um maior controlo da posse de bola. Numa equipa que queira assumiu o domínio de jogo, não basta ter capacidade para criar desequilíbrios. Também é necessário ter capacidade para tomar a decisão certa na hora exacta. E é esse atributo que ele precisa de desenvolver antes de chegar à equipa principal do Benfica, e só o conseguirá jogando numa equipa como o Rio Ave, por exemplo.

Por último, deixo aqui uns links sobre ambos os jogadores:

https://www.lateralesquerdo.com/2018/04/20/tratar-bem-a-menina-e-uma-obrigacao-chiquinho/

https://www.lateralesquerdo.com/2018/05/25/joao-amaral/

Saudações Benfiquistas!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Um Dilema no Ataque




Umas das questões que mais se tem falado quanto ao Mercado do Benfica é à pissibilidade da saída de um dos nossos avançados
.
Tem-se falado muito no regresso de Lima (no qual eu não acredito) e também já se falaram noutros nomes como eventuais reforços para o ataque da nossa equipa. Já do nosso lado, Mitroglou e Jiménez têm alguns pretendentes e a saída de pelo menos um deles do clube é uma possibilidade.

Na minha opinião, observando os últimos jogos, diria que, com muita pena minha, Mitroglou é o tem mais possibilidades de sair.

Ora vejamos, dos nosso três avançados na última época, Mitroglou é talvez aquele com uma veia goleadora mais apurada. Em contrapartida, é o mais estático, é o que joga num raio de acção mais curto e o que tem menos sentido de jogo colectivo.


Quanto a Raúl Jiménez, a sua saída também é uma hipótese a ter em conta, ainda para mais perante a promessa de Luís Filipe Vieira de que seja seria a maior venda da história do clube. Francamente, eu não quero que ele seja a maior venda da história do clube, quero é que ele fique no Benfica por muitos e bons anos a fazer aquilo que melhor sabe.

E sinceramente, acho que as suas exibições da racta final da última época eram a peça que faltava para ele se assumir como titular, visto que a subida de rendimento que a equipa mostrou na mesma, deveu-se em boa parte à sua reinserção no onze inicial.

Antes de mais, Raúl Jiménez é um jogador mais disponível defensivamente do que Mitroglou, o que permite à equipa fazer a pressão alta característica do sistema táctico de Rui Vitória, com o mexicano a dvidir tarefas com Jonas na pressão sobre o defesa portador da bola. Para além disso, Jiménez sabe ocupar e controlar o espaço entre o meio-campo e o ataque, possibilitando assim que as linhas defensiva e média do Benfica fiquem mais juntas e menos exploráveis.

Deixarei aqui alguns links que explicam mais detalhadamente a importância do mexicano no esquema de jogo da nossa equipa:

http://www.lateralesquerdo.com/pt_PT/2017/05/14/a-trucidante-primeira-parte-no-estadio-da-luz/

http://www.lateralesquerdo.com/pt_PT/2017/05/14/a-ultima-cartada-para-o-tetra-a-cumprir-o-imaginado/

http://www.record.pt/opiniao/cronistas/pedro-boucas/detalhe/raul-a-ultima-cartada-para-o-tetra.html

http://www.lateralesquerdo.com/pt_PT/2017/05/08/podem-dois-treinadores-vencer-benfica-em-vila-do-conde/

http://www.lateralesquerdo.com/pt_PT/2017/05/08/o-efeito-borboleta-no-xadrez-dos-arcos/


Depois existe Jonas. O nosso géneo brasileiro já tem 33 anos e a sua condição física será uma incógnita depois de uma época em que foi bastante assolado por lesões (mas sem deixar de fazer a diferença). Inclusive, o Record avançou na semana passada que Rui Vitória pretendia fazer com Jonas uma gestão física semelhante àquela que Zidane fez com Cristiano Ronaldo.

Há que ter em conta também a contratação de Haris Seferovic, que apasar de ter um perfil físico semelhante ao de Mitroglou, possui características muito diferentes, e que a meu entender, encaixam melhor no processo de jogo defensivo da equipa.

Estamos a 2 meses do fecho do mercado e a um mês do início da época oficial e tudo pode acontecer. Esteja quem estiver, todos terão de dar o seu máximo para ajudar a nossa equipa a cumprir os seus objectivos.

domingo, 2 de julho de 2017

Ataque ao Mercado


Nesta semana houve novidades frescas no que ao Mercado diz respeito. Ao ponto do Departamento de Futebol do Benfica ter feito uma "Operação Relâmpago" ao garantir a aquisição do eslovaco Martin Chiren.

Este médio-centro eslovaco foi uma das figuras de proa de uma das revelações do Europeu de sub-21. A selecção eslovaca conquistou 6 pontos na Fase de grupos da competição, com o Chiren a marcar dois golos.

Martin Chiren descreveu-se na apresentação como um box-to-box. É um médio forte no jogo aéreo e que sabe ocupar os espaços. Ora, eu defendia que a equipa necessitava de um médio que desse maior disponibilidade física à equipa. Não sei se Chiren será esse médio apesar de ter uma estatura razoável (1,82m), mas ele vem da escola da Europa de Leste, que privilegia o poderio físico e o rigor táctico.

Pode ser opção na equipa principal, mas o empréstimo não é um cenário descartável, tendo em conta a forte concorrência e a realidade distinda de onde veio.

https://www.youtube.com/watch?v=vLWlHBtWwHo



Outra aquisição oficializada nesta semana foi a do inglês Chris Willock, que veio a custo zero após terminar contrato com o Arsenal. Assinou por 5 temporadas e em princípio, irá integras a equipa B dos encarnados na primeira época.

Oriundo de uma das melhores academias de Inglaterra, este extremo de 19 anos mostra-se como um desequilibrador nato. É um jogador rápido e habilidoso com a bola nos pés, com capacidade para penetrar na área contrária e arriscar o remate.

Depois do passado recente com alguns jovens estrangeiros que chegaram em circunstâncias semelhantes, alguns adeptos estão receosos quanto a este jogador, que se possa tornar nalgum Bilal. Francamente, não me parece, visto que ele recusou uma proposta para renovar com o Arsenal, na qual certamente receberia muito mais do que irá receber no Benfica.

Sinceramente, acho que fizeram muito bem em aproveitar esta oportunidade. O mercado inglês é caríssimo e jogadores com este potencial à mão de semear não aparecem todos os dias. Terá certamente capacidade para fazer melhor figura do que a Brigada do Reumático Britânica que representou o Benfica no final dos anos 90.

https://www.youtube.com/watch?v=zK8JZDwNO_I


Outro jogador oficializado foi o avançado Cristian Arango de 22 anos, contratado ao Milionários de Bogotá. Com 22 anos e internacional de sub-20 pela Colômbia, Cristian Arango não é um avançado de área. è um avançado móvel que joga pelos flancos e que recua no terreno para buscar jogo, sendo bastante combativo e tem boa qualidade técnica.

Esta contratação deixou alguns benfiquistas desconfiados, visto que ele não era titular indiscutível no Milionários. No entanto, o Falcao no River Plate era um jogador mediano no futebol sul-americano e no FC Porto tornou-se num jogador de topo.

Entretanto, o seu futuro não deverá passar imediatamente pela equipa principal. Tendo em conta a forte concorrência e a necessidade de se adaptar, deverá passar pela equipa B ou até mesmo por um empréstimo a um clube da 1ª Liga onde possa ambientar-se e continuar a crescer enquanto jogador. Acredito que a médio-prazo, ele possa afirmar-se como uma opção válida para a equipa.

https://www.youtube.com/watch?v=IxUtqTmGBHM

Três contratações a terem em vista o futuro. Se vão dar certo ou não, isso é algo que só dependerá do empenho e do profissionalismo de cada um.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A chegada de um craque e a instalação de um dilema


Filip Krovinovic foi ontem apresentado como reforço do Sport Lisboa e Benfica. A troco de 3 milhões de euros, o médio croata de 21 anos trabalhará sob as ordens de Rui Vitória na próxima época.

Filip Krovinovic era um jogador desejado por muitos benfiquistas, por mim inclusive. Foi uma das figuras de proa de um Rio Ave que se destacava pelo seu bom futebol e foi visto por muitos, como o melhor jogador deste u´ltimo campeonato fora dos 3 grandes. No entanto, esta contratação abre um dilema na equipa: onde é que este jogador irá encaixar?

Começemos pelo início: após o termo da época, numa entrevista que Rui Vitória deu à BTV, o técnico encarnado admitiu que poderia mudar o sistema táctico na próxima época. E na verdade, isso já poderia ter acontecido. Todos nós devemos saber que o 4-4-2 nunca foi o esquema táctico predilecto de Rui Vitória e que tem apostado neste devido a um pormenor: Jonas. É a segundo avançado que Jonas pode mostrar todo o perfume do seu futebol, perfume esse que tem feito toda a diferença.

Na minha opinião, Krovinovic não serve para render Pizzi, pois não tem a maturidade táctica do transmontano, sendo que a sua colocação a 8 resultaria num desequilibrio táctico e num desperdício às quas qualidades. Num 4-4-2, Krovinivic encaixaria como opção para render Salvio a interior direito, funções que desempenhou algumas vezes no Rio Ave.

No 4-3-3 predilecto de Rui Vitória, um trio no meio-campo composto por Fejsa, Pizzi e Krovinovic seria algo muito promissor. No entanto, não podemos olhar para este dilema como algo mau, mas sim como uma oportunidade.

A contratação do médio croata pode ser vista como uma oportunidade de dar à equipa do Benfica outras variantes tácticas, tornando a equipa mais versátil e imprevisível. Tal como se verificou na primeira metade desta última época, onde sem Jonas, a equipa jogou de forma diferente, sem se ressentir da ausência do seu maior craque.

De qualquer maneira, os trabalhos para a nova época só começam no final do mês e aí, Rui Vitória começará a trabalhar com o médio croata e a partir daí, começará a procurar a melhor forma de o encaixar no melhor clube nacional.

Bem-vindo ao maior clube do mundo!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Gestão desportivo-financeira para totós


Como devem saber, André Silva foi vendido ao AC Milan por 38 milhões de euros. E o que mais me deixou estupefacto no meio disto tudo, foi ver benfiquistas escandalizados pelo facto do André Silva ter custado mais dinheiro que o Lindelof.

Quem acompanha o mercado, sabe perfeitamente que por norma, os extremos/avançados custam mais dinheiro que os defesas, pois têm de justificar o investimento com golos e assistências. E o mais curioso é que se lembram que o André Silva custou mais dinheiro que o Lindelof, mas não se lembraram que o André Silva custou menos dinheiro que o guarda-redes Ederson Moraes.

Isto é só conversas da treta vinda de benfiquistas que só sabem falar mal e que só vêm aquilo que lhes dá jeito. E há várias páginas de apoio ao Benfica repletas de gente desse género, cheias de demagogia no seu estado mais puro.

Neste ano de 2017, o Benfica já lucrou cerca de 100 milhões de euros em vendas: Gonçalo Guedes (30M), Hélder Costa (15M), Ederson Moraes (20M) e Lindelof (35M). E quase de certeza que o Nelson Semedo se irá juntar a estes quatro. Já o FC Porto anda desesperado por facturar 115M em vendas e anda à rasca para os conseguir.

E já agora, será que não há por aí nenhum especialista da bola a questionar o porquê do André Silva ter sido vendido antes da Taça das Confederações? Aquando da venda do Renato Sanches antes do Europeu houve especialistas desses às paletes. Mas quando ele foi vendido, o campeonato ainda estava por acabar e não se sabia qual era a lista dos convocados que iria representar Portugal no Europeu, sendo que a presença de Renato Sanches na mesma não era uma certeza.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tack för allt!



No sábado à noite, foi confirmado por ambos os clubes a transferência do defesa-central sueco Victor Lindelof para o Manchester United por um valor de 35 milhões de euros mais 10 milhões por objectivos. Destes 35 milhões de euros, 4,1M irão para o Vastreas, correspondentes a 10% do valor da venda e também à verba de compensação da formação imposta pela FIFA.

Ora, Victor Lindelof deu seguimento à tradição sueca no nosso clube. Depois de Glenn Stromberg, Mats Magnusson, Jonas Thern e Stefan Schwartz, o central de 23 anos foi o seguinte, e numa situação muito diferente. Os outros quatro jogadores vieram dos melhores clubes suecos (Stromberg veio do IFK Gottemborg e Magnusson, Thern e Schwartz do Malmo), e Lindelof veio de um modesto clube da 3ª divisão sueca com 17 anos e subiu o seu estatuto a pulso até se tornar num dos favoritos dos adeptos.

Será que era a altura certa para dar o saldo? Sinceramente, acho que ainda era um bocadinho cedo. Se formos a ver, não é qualquer defesa-central jovem que consegue pegar de estaca num clube de topo, num clube que aposte forte em todas as frentes. No entanto, da mesma forma como ele me surpreendeu quando assumiu a titularidade já numa fase relativamente avançada da época, pode muito bem voltar a fazê-lo em Terras de Sua Majestade.

Mas o que mais me deixa estupefacto quanto a esta venda é que há adeptos entre os nossos que não se contentam com estes 35 milhões. São adeptos que não sabem dar valor ao dinheiro. É muito fácil andar atrás de um teclado a dizer que 35 milhões de euros é pouco, dizer que é possível esticar o valor, dizer que é possível segurar o jogador na equipa e blá blá blá.

Como se fosse fácil segurar um jogador na equipa e mantê-lo satisfeito. Se vocês não sabem o que é ter um jogador contrariado, vejam o caso do Adrien esta época. Quando estava tudo acertado para a sua transferência para o Leicester City, o Sporting cortou-lhe as pernas e como resultado, o médio campeão europeu realizou uma época à quem das expectativas. Se na época passada ofereciam 35 milhões por ele. esta época terão muita sorte se aparecer alguém a oferecer dos 20 milhões para cima.

Já disse isto vezes sem conta: vivemos num país exportador de jogadores, a realidade é esta!

sábado, 10 de junho de 2017

Assim também se faz dinheiro


Antes de mais, peço desculpa pelo atraso. Nesta semana, o tempo não me tem permitido escrever aqui no blogue.

Ederson Moraes já foi oficializado como reforço do Manchester City. Como já sabem, A venda foi realizada por 40 milhões de euros, sendo que o Rio Ave terá direito a 12 milhões de euros, correspondentes aos 30% do passe que detinha.

No entanto, nem todo este valor será reflectido em dinheiro. 5,5 milhões de euros serão correspondentes à cedência a título definitivo de dois jogadores ligados ao Benfica. Falo do médio Pelé e do extremo Nuno Santos.

Nuno Santos é um jogador que aprecio bastante. Tem um pé esquerdo fantástico que nos juniores lhe valeu a alcunha de "Robben do Seixal". Infelizmente, já sofreu duas lesões graves na carreira e parece que estas estagnaram a sua evolução. Na sua época passada emprestado ao Vitória de Setúbal, alternou entre a titularidade e o banco de suplentes, passando a época inteira em busca da sua melhor condição física.

Também gosto muito do Pelé. Já aqui disse que na minha opinião, ele seria a opção mais fiável para ser uma alternativa ao Fejsa. No entanto, contraiu uma grave lesão na época passada e no empréstimo ao Feirense em Janeiro também não jogou. Isto, para além de já ter ouvido dizer que é um jogador que gosta de noitadas.

Dadas as circunstâncias, creio que é um negócio em que ambas as partes ficam a ganhar. Enquanto o Benfica poupa 5,5 milhões de euros e se livra de dois jogadores excedentários e que estão numa fase da carreira em que presidam de jogar regularmente com alguma urgência, e o Rio Ave reforça-se em posições em que estava carente de jogadores (visto que Petrovic e Gil Dias estavam emprestados).

Só gostaria de saber uma coisa neste negócio: se o Benfica mantém parte do passe de ambos os jogadores e principalmente, se o clube detém direito de preferência. Se assim for, será um bom negócio por parte do Benfica, que assim continua a observar os dois jogadores sem ter de lhes pagar ordenado, e também fica precavido de uma eventual venda futura que possa render mais algum dinheiro em caixa.

domingo, 4 de junho de 2017

Não à crítica gratuita!


Está oficializada a primeira aquisição do Sport Lisboa e Benfica para a temporada 2017/2018. O ponta-de-lança suíço Haris Seferovic assinou contrato por 5 temporadas. E ainda se sequer o terem visto em acção, os Velhos do Restelo e as sombras geracionais já o apelidam de barrete.

Ora vejamos, na sua carreira profissional, o avançado suíço tem 229 jogos e 47 golos. De facto, não são números de um goleador. Mas quem o vê à primeira vista, olha para a sua constituição física e pensa que ele é um ponta-de-lança das características do Mitroglou. Nada mais falso! Os dois avançados não podiam ser mais diferentes.

Mas mais importante que isso, é ver os registos dos nossos avançados antes de chegarem ao Benfica: Jonas na sua última época no Valência marcou 10 golos em 40 jogos, Raúl Jiménez no Atlético Madrid marcou apenas um golo em 28 jogos e Mitroglou não teve lugar num clube da segunda divisão inglesa. E cá no Benfica é o que se vê.

Isto, sem esquecer que esta temporada, Seferovic só foi titular nos jogos da Taça, visto que foi encostado após ter anunciado ainda na fase inicial da época que não iria renovar contrato.

PArece que muitos benfiquistas nunca se contentam com aquilo que vem para a nossa equipa. Sem o verem acção, começam logo a fazer qualquer tipo de crítica gratuita. E depois pode haver surpresas.



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Porque adoro esta altura do ano?


Sabem porque adoro esta altura do ano?
Porque é a altura do ano em que me delicio a ver as teorias dos especialistas em gestão desportiva e financeira, que nesta altura do ano em que o Benfica não joga, se espalham por tudo o que é rede social.

Agora com a venda do Ederson, esses Profetas da Desgraça meteram-se logo a dizer que este negócio foi um péssimo acto de gestão e/ou que esta venda é o início da destruição de uma equipa e que assim, podemos esquecer o Penta.

Gosto de ver esta gente a falar de gestão financeira como se percebesse tanto ou mais do assunto como pessoas que andam nesta área há décadas. Falam como se houvessem guarda-redes a serem vendidos por 40 milhões de euros todos os dias.

E já agora, quem critica o facto do Jorge Mendes ter direito a 10% do dinheiro das nossas vendas deve trabalhar de borla. Cada transferência de um jogador de um para outro clube tem um empresário a funcionar como intermediário entre os dois clubes e como tal, E cada empresário cobra uma taxa por essa comissão de serviços.

É fácil andar atrás de um ecrã de computador ou de telemóvel a dizer que o Benfica podia muito bem comprar os 30% do passe do Ederson que pertenciam ao Rio Ave, mas será que só a vontade do Benfica é que conta? Vamos lá raciocinar um bocadinho:

Ederson Moraes representou o Rio Ave entre 2012 e 2015. Nessa altura, já a Gestfute detinha 20% do seu passe. Entretanto, aquando da venda do Ederson ao Benfica, o Rio Ave vendeu apenas 50% do seu passe porque os dirigentes do clube vilacondense sabiam que ele iria valorizar muito mais no Benfica. E depois, tendo em conta o crescimento e evolução do guarda-redes brasileiro, não quiseram abdicar dos 30% restantes porque assim, iriam lucrar muito mais com a venda do próprio jogador do que vendendo os restantes 30% do passe ao Benfica. É tão simples quanto isso!

Bem, por este andar, não há de faltar muito tempo para vermos bloggers que se auto-intitulam como defensores dos valores do Sport Lisboa e Benfica a viram com histórias da Carochinha de que o Luís Filipe Vieira anda a enganar os sócios e adeptos. Aguardemos os próximos capítulos.

Obrigado por tudo Ederson! Serás sempre um dos nossos!


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mas que bomba!


Em plena véspera de jogo do título, o Record surpreende com esta notícia: os três avançados do pior ataque do campeonato estão a caminho do Benfica.

Quem acompanha activamente a Catedral, deve saber que é raro eu comentar rumores de transferências. E apesar do jornal da Cofina ter sido o único meio de comunicação a avançar com este rumor, estou em condições de afirmar que a contratação destes 3 jogadores é uma possibilidade relativamente forte.
E isto porquê?

Porque o CD Nacional deve dinheiro ao Benfica já há algum tempo. Aquando da venda do avançado Djaninny aos mexicanos do Santos Laguna, o Benfica não recebeu a percentagem do valor a que tinha direito.

E com a descida de divisão do clube madeirense, este vê-se forçado a pagar a dívida ao nosso clube, oferecendo estes três jogadores. É óbvio que as probabilidades destes integrarem a equipa principal são praticamente nulas, mas o Benfica ainda poderá lucrar uns "trocos" com eles.

E com isto, passamos então ao tipo de negócio que torce o nariz a muita gente, em que o Benfica gasta milhões em jogadores que são sucessivamente emprestados até se desvincularem do clube, jogando pouco ou nada pela equipa principal.

Nas últimas épocas, o Benfica chegou a ter mais de 40 jogadores emprestados a outros clubes (embora o número tenha baixado consideravelmente no último ano). Emprestando esses jogadores, para além de poupar em salários, também receberá uma "mensalidade" por eles, recuperando o investimento aos poucos com isso. Aos fim de 2 ou 3 empréstimos, o clube acaba por lucrar com eles e acaba por vendê-los lucrando ainda mais.

E ao contrário do que possa parecer a muitos, o Benfica não é o único clube que faz este tipo de negócio. Longe disso. Mas veremos o que o futuro nos reserva quanto a esta notícia.

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