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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Mais uma época em branco?


Como devem ter reparado, não publiquei na Catedral o resultado do último derby em andebol disputado na última quarta-feira, que terminou com a vitória do Sporting CP por 33-29. O Benfica fez uma boa exibição nos primeiros 20 minutos, mas daí para a frente, a maior qualidade individual do plantel leonino fez-se sentir, chegando mesmo a estar a ganhar por oito golos de diferença.

E acabei por utilizar este jogo para fazer já um balanço à época da nossa equipa de andebol até ao momento. Sinceramente, estou cada vez menos confiante na conquista do título. A verdade, é que ter só Carlos Resende não chega. É necssário ter um plantel mais amplo e com maior profundidade, que seja capaz de se equiparar ao dos rivais, principalmente ao do clube leonino.

Como tal, quero aqui apontar vários factores que foram mal medidos na preparação desta época:

1) Treinadores
Antes de mais, devo dizer que na minha opinião, Carlos Resende é o melhor treinador nacional na modalidade. Mas o Sporting possui um plantel de luxo que lhe permite actualmente ser campeão "sem treinador". Carlos Resende é o homem que mais percebe de andebol em Portugal e o facto eventual do Sporting revalidar o título de campeão não irá mudar isso, nem fará de Hugo Canela melhor treinador que Carlos Resende. Nada disso.
No entanto, a questão que aqui me preocupa é que eu sei de fonte segura que é o próprio Carlos Resende que acha que este plantel é suficiente para alcançar os objectivos. Carlos Resende mostrou no ABC ser um grande gestor de recursos humanos e um bom "espremedor" de talento, mas isso parece não ser suficiente perante uma fasquia bem mais elevada do que estava quando foi campeão no ABC.
Volto a dizer, Carlos Resende é o melhor treinador nacional. Mas acho que tanto a nossa equipa como ele próprio não perderiam nada se ele fosse menos teimoso;

2) Guarda-redes
Aqui vou ser franco e claro, e sei que muitos benfiquistas não irão concordar com isto. Numa equipa do Benfica que fosse realmente candidata ao título, Hugo Figueira seria suplente. Um suplente de luxo, mas seria suplente.
Hugo Figueira é um dos grandes guarda-redes nacionais, mas já tem 38 anos. Miguel Espinha serve para jogos contra equipas de segunda linha, mas não para jogos grandes. Ficaríamos mais bem servidos com Mitrevski, ou até mesmo com Capdeville.
Nesta posição, precisamos de um guarda-redes estrangeiro de qualidade indiscutível. O Sporting no seu plantel tem três;

3) Laterais
Ter três laterais-esquerdos e apenas um lateral-direito no plantel é patético. Desde a saída do Borrágan que nos falta um lateral completo, que marque muitos golos, que defenda bem e tenha um grande porte físico. E como se não bastasse, os nossos melhores atiradores são lesionados crónicos.
Também não seria mal pensado resgatar o Hugo Lima ao ABC, para o Pedro Seabra não se desgastar tanto. E na ponta-direita, acho que Davide Carvalho tem evoluído bastante nesta época (embora ainda não esteja ao nível do Vidrago), mas falta-lhe um comcorrente a sério;

4) Capacidade física
O andebol é um desporto anaeróbio em que se trabalha todo o corpo humano. Como tal, é uma modalidade bastante exigente do ponto de vista físico (e uma mas mais propensas a lesões graves).
As diferenças em termos de peso e altura entre os plantéis do Benfica e do Sporting são gritantes, principalmente nos laterais. Alexandre Cavalcanti é o único com um porte físico capaz de se bater com as "torres" do Sporting. O plantel do FC Porto também é fisicamente mais forte que o nosso, muito graças aos atletas cubanos;

5) Jogadores estrangeiros
Chegado ao clube, Carlos Resende mostrou desde logo ter um critério muito rigoroso com os atletas estrangeiros. Ele explicou que para apostar num jogador estrangeiro, este teria de ser obrigatoriamente de ser um jogador que fizesse a diferença. Se fosse um estrangeiro que estivesse ao mesmode um jogador português, ele iria sempre apostar no português, mesmo que fosse um jovem da formação.
Isto é um aspecto bastante positivo, visto que promove a potencialização e a valorização do jogador português, e houve alguns jogadores nossos que ficaram a ganhar com isso. Mas esse critério também tem o seu reverso da medalha, que é que há jogadores estrangeiros que passaram recentemente pelo nosso clube, que mesmo não sendo reais mais-valias, seriam melhores alternativas que alguns jogadores do actual plantel, como o Mitrevski ou o Rakovic.
Temos quatro jogadores estrangeiros no nosso plantel, curiosamente, todos eles são extra-comunitários (jogadores pertencentes a países fora da União Europeia): João da Silva, Ales Silva, Stefan Terzic e Arthur Patrianova. João da Silva é neste momento o único capaz de fazer a diferença. Terzic e Patrianova têm um currículo preocupante em lesões. Se conseguirem ficar a 100%, serão certamente mais-valias, mas até lá..... Já Ales Silva está longe de fazer a diferença para um jogador estrangeiro, sendo o menos utilizado dos três pivots do plantel;

6) Investimento
Há 2/3 aninhos atrás, este plantel era mais que suficiente para atacar o título. Eu não sou apologista de grandes investimentos, mas a "concorrência desleal" praticada pelos rivais colocou a fasquia a um nível muito alto, nunca antes visto no andebol português. Passo a explicar:
6a) De um lado, temos um clube que tem feito investimentos estratosféricos nos últimos dois anos, pagando balúrdios para obter jogadores com contrato e pagandolhes ordenados ao nível de jogadores de futebol. Asanin, Skok, Tiago Rocha, Carlos Ruesga e Nikicevic são alguns desses casos;
6b) Do outro lado, temos um clube que possui ligações privilegiadas com a Federação Cubana de Andebol, que lhe permite ser o único clube em Portugal a contratar e a inscrever atletas cubanos sem que estes contem como extra-comunitários (cada clube só pode inscrever no máximo quatro jogadores extra-comunitários). E ainda vai contratar jogadores com contrato sem indemenizar os clubes a que estes pertencem, como se sucedeu con as contratações de André Gomes e Diogo Branquinho ao ABC. E tudo isto é feito com a Federação a assobiar para o lado.

Sendo assim, não me parece que haja volta a dar. Eu acredito que conseguimos fazer um investimento sério e criterioso sem cometer as loucuras dos rivais. Quanto ao que resta da época, como já disse, estou cada vez menos confiante de que seja desta que iremos matar o borrego. Acredito sim, na conquista da Taça de Portugal, visto que Carlos Resende já mostrou que sabe gerir muito bem a equipa nestes jogos a eliminar, ao contrário de Hugo Canela, que com o plantel que tem, perdeu duas das três finais que já disputou (Taça de Portugal e Supertaça).
De resto, espero que os dirigentes do andebol tenham aprendido como aprenderam os do futsal e façam um investimento sério, criterioso e SEM cometer loucuras.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Porque os valores não se aprendem a jogar futebol



Após semanas de especulação, ontem ficou finalmente oficializada a contratação de Fábio Coentrão como reforço do Sporting a título de empréstimo. e como seria de esperar, as reacções de desagrado dos benfiquistas foram mais que muitas.

Antes de mais, devo dizer que eu não censuro a sua escolha. Fábio Coentrão foi um jogador bastante fustigado por lesões nos últimos 2/3 anos. E, querendo ainda lutar por uma vaga na selecção nacional no Mundial do próximo ano, viu uma porta a abrir-se no Sporting. Viu no Sporting uma oportunidade de jogar com regularidade num campeonato de um patamar competitivo inferior, com um treinador que bem conhece e que potencializou as quas qualidades. Até aqui, tudo bem.

O problema está nas várias declarações de amor que fez ao Benfica enquanto jogador merengue, e as declarações que proferiu na sua vinda para o Sporting. Sendo que também houve aquela ocasião após o EURO 2012 em que ele cortou nas férias só para poder disputar o jogo da Eusébio Cup e ser aplaudido pelos nossos.

Ora, quem acompanha futebol sabe perfeitamente que nos dias de hoje, em 90% dos casos, aquilo que os jogadores dizem não se escreve. A questão aqui é que nos dias de hoje, os valores estão se a perder no futebol. Mas também não é a jogar futebol ques estes são aprendidos e transmitidos.

Valores como a lealdade e o respeito a quem já se deu de comer é algo que se aprende em pequenino, quando eles começam a jogar futebol e a conviver em grupo. Não é já como um homem feito que estes se aprendem, muito menos a jogar num clube de futebol, por muito que se goste deste.

Resumindo, o Fábio Coentrão como homam vale tanto como o Maxi Pereira, mas ocasiões dessas já não me chocam. Mas como chegou a dizer um certo Judas, os jogadores vão e vêem e o Benfica continua grande!


PS: Isto sim, são valores




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Comunicação para totós


Há cerca de um ano, houve uma mudança na direcção do clube que dividiu os adeptos. João Gabriel recebeu uma proposta milionária do Dubai e deixara então de ser o director de comunicação do Benfica, sendo substituúdo por Luís Bernardo.

Ora, uma coisa que muitos benfiquistas não se aperceberam, é que a contratação de Luís Bernardo foi manipulada pela imprensa, pois esta tinha avançado que ele tinha sido o director de comunicação do Sporting. Ora, essa notícia deixou logo muitos benfiquistas a espumarem da boca, ao verem no Benfica um director de comunicação que tinha compactuado com a táctica do barulho do Sporting, em que atacavam o Benfica dia sim, dia sim.

Ora, as coisas não são bem assim. A empresa de Luís Bernardo, a WL Partners, é que era a parceira do Sporting na área da comunicação, sendo que o Dr Mário Cordeiro é que era o representante da empresa que era o Director de Comunicação do Sporting. Luís Bernardo não trabalhava directamente com o clube de Alvalade, a parceria entre a sua empresa e o Sporting era a única coisa que os ligava, nada mais que isso.

Depois, devo dizer. João Gabriel fez um trabalho exemplar enquanto Director de Comunicação do nosso clube, mas o seu estilo não dignifica o clube que representa. Ser Director de Comunicação não é andar a fazer posts no Twitter todos os dias a toda a hora.

E quanto a Luís Bernardo, que muitos acusam de ser um Director de Comunicação ausente a permissível, devo dizer que ter um perfil mais discreto não significa que ele seja permissível. O facto deste ter um perfil mais discreto não significa que ele não esteja atento às situações que se passam no futebol português.

Como o próprio disse, o Benfica tem muita informação recolhida. O facto de não andaram a proclamar na praça pública a dizer que não fazer queixa contra este e contra aquele em tribunal, não significa que não estejam atentos e que não vão agir judicialmente.

Quanto aos directores de comunicação em si, não tenho nada contra o estilo do João Gabriel, mas o Dr Luís Bernardo tem uma postura e um estilo que corresponde ao Benfica e aos seus valores. Como tal, acho que esta mudança foi bem feita.

E também é exactamente por esta questão da postura e do estilo que defendo a saída de Pedro Guerra da estrutura do Benfica, e de preferência, que vá o José Marinho para o seu lugar.

Quanto à questão dos e-mails e da bruxaria, é deixar os desesperados falar.


domingo, 11 de junho de 2017

Quem tem cu tem medo


Em situação normal, falaria disto no próprio dia, mas como já por disse, tive uma semana muito ocupada que não me permitiu actualizar o blogue.

Ora bem, tudo isto começou quando na terça-feira à noite, no célebre programa do Porto Canal "Universo Porto", o Director de Comunicação do clube azul e branco Francisco J. Marques falou de uma troca de e-mails entre Pedro Guerra e um tal de Adão Mendes (só conheço o Adão da Eva), divulgando assim um esquema de corrupção no Benfica.

No entanto, esta divulgação foi muito mal feita e só mostra que todo este tipo de acusações não passam de calúnias.

Primeiro que tudo, esta divulgação foi feita no canal oficial do clube e o Jota Marques preferiu divulgá-la em alto e bom som, em vez de ter feito directamente a denúncia às autoridades competentes: PJ, Ministério Público, FPF, Liga de Clubes, Conselho de Disciplina, Tribunal Arbitral do Desporto, etc.

Depois, a denúncia que levou o MP e o Conselho de Disciplina a abrir um inquérito quanto a este caso foi ANÓNIMA. E para além disso, Jota Marques limitou-se a falar, não mostrou documentos, nem e-mails nem nada.

Para além disso, nos dias de hoje, falsificar um e-mail é uma coisa relativamente fácil de se fazer. Qualquer pessoa com um curso profissional na área da informática o consegue fazer. O Jota Marques não mostrou documentos nem os tais e-mails, porque assim, limita-se a ser alvo de uma acusação por calúnia, livrando-se das acusações de crime informático e falsificação de documentos.

Para além de uma calúnia, esta divulgação também serve para desviar as atenções de vários factos ocorridos ao longo desta semana: primeiro que tudo, nesse mesmo dia em que o escândalo rebentou, foi publicada a classificação dos árbitros nesta temporada, sendo que entre os dois árbitros despromovidos estão Jorge Ferreira, aquele cujo café do seu pai foi vandalizado pelos Super Dragões; e Tiago Antunes, aquele que recebeu a seguinte ameaça do Director Desportivo do FCP: "Nós sabíamos o que tu vinhas para aqui fazer. Havemos de falar esta semana. A tua carreira vai ser curta.".

Depois, para além de branquear o facto do FC Porto ter ficado quase 3 semanas sem treinador, também fez com que a imprensa mal ligasse às sanções que o FCP vai sofrer da UEFA devido ao incumprimento do fair-play financeiro: multa de 700 mil euros (que pode ascender aos 2,2 milhões de euros), redução na inscrição de jogadores nas competições europeias para 22 atletas, etc.

Será coincidência?

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Chorrilho desesperado de mentiras de quem está de cabeça perdida


Num ano que poderá ficar para sempre na história do Sport Lisboa e Benfica como o da conquista do primeiro tetra, a que se junta ainda a possibilidade de se ganhar mais uma Taça de Portugal, importa sobretudo nesta reta final da época, estar focado nestes dois grandes objetivos.
Temos pela frente cinco finais de enorme grau de dificuldade, com equipas que, sem exceção, estão em excelente forma e a fazer boas épocas e só com muita humildade e querer o Benfica conseguirá vencer, contando sempre com o apoio incansável dos nossos adeptos.
Mas neste dia carregado de simbolismo que hoje comemoramos "inicial, inteiro e limpo" como a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen imortalizou, é talvez o momento adequado para falarmos do sentido de responsabilidade que a liberdade de expressão exige de todos e de cada um de nós.
Bem sabemos que uma das mais batidas estratégias de desviar as atenções de falhanços sucessivos é criar todo um ambiente artificial, hostil e de factos inventados, de forma a que se passe a falar disso, e não sobre as razões e as causas que justificam mais um ano em que os objetivos não são atingidos.
Mas nas últimas semanas temos assistido a um conjunto de situações que não podem deixar de ser realçadas.
Em primeiro lugar, o impensável de ver o assumir de uma aliança em que um clube abdica das suas aspirações de atingir um lugar na Champions só com o objetivo de ver um seu rival perder.
Em segundo lugar, o total desrespeito por parte de um presidente de um clube pelo castigo que lhe foi aplicado, fazendo gáudio de publicamente desafiar e demonstrar que se considera acima da lei e dos regulamentos que a sua instituição livremente subscreveu, ao contrário de todos, mas todos os diferentes dirigentes e agentes desportivos que sempre souberam respeitar o silêncio a que estavam obrigados quando castigados.
Em terceiro lugar, o permanente discurso incendiário em que em vez de se esperar que as forças policiais façam o seu trabalho e a justiça posteriormente julgue os responsáveis dos repudiantes acontecimentos da madrugada de 22 de abril, se procure, antes, omitir o contexto e apenas condenar os que não são da nossa cor clubista, quando obviamente todos os envolvidos, sem exceção, deverão merecer pública censura.
Em quarto lugar, 24 horas após um jogo que se distinguiu pela forma exemplar como os profissionais dos dois clubes estiveram em jogo, temos infelizmente de assistir a um chorrilho desesperado de mentiras e acusações de quem está de cabeça perdida e demonstra incapacidade total para estar à altura dos cargos que exerce.
Mas pior do que isso foram os baixos e intoleráveis insultos pessoais, intencionalmente baseados em factos totalmente falsos, demonstrativos de uma leviandade perfeitamente gratuita e indesculpável que não se pode tolerar e que só desclassifica quem os faz.
Por último, a criação de um ambiente de permanente hostilidade sobre tudo e todos, que chegou ao cúmulo da revelação de hipotéticas trocas de e-mails pessoais de outras instituições, numa espiral sem rumo, estratégia e sentido.
No desporto, ganhar e perder é natural, e é sobretudo nos momentos menos bons que devemos ter cabeça fria e aprender com os erros que naturalmente todos, mas todos, cometemos.
Termino referindo que ao longo do ano sempre procurei ser muito criterioso nas intervenções e até porque assim entendo que deve ser a postura de um responsável da comunicação de uma grande instituição. Foi isso que aprendi em mais de 20 anos de experiência, mas por entender que existem limites que não devem ser ultrapassados, deixo uma constatação final e um apelo.
A constatação é que a pequenez de resultados não pode explicar nem justificar tudo. O apelo é que deixemos o palco às verdadeiras estrelas: os jogadores, equipas técnicas e antigas glórias.
São eles que verdadeiramente fazem do futebol um espetáculo único que delicia milhões e milhões de pessoas em todo o Mundo. E são eles que fazem desde tenra idade cada um de nós escolher o clube do seu coração.
Porque todos diferentes somos todos iguais.

Autor: Luís Bernardo, Diretor de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, in Record

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Clássico empatado. E agora?

O clássico de sábado terminou com um empate, o que deixou tudo praticamente na mesma. Antes de tudo, há duas coisas a reter: primeiro, com dois empates a uma bola, Benfica e FCP estão empatados no confronto directo, o que significa que caso haja igualdade pontual na última jornada, o critério de desempate será a diferença de golos marcados a sofridos; segundo, depois deste jogo, o Benfica passou a ser a única equipa a depender de si própria para ser campeã nacional.
No entanto, tal como os treinador de ambas as equipas referiram, o clássico não foi decisivo. Ainda há mais sete jogos pela frente. E, como se pode verificar na imagem acima, tanto o Benfica como o FC Porto têm três jogos em casa e quatro fora. Depois, o Benfica joga primeiro em três jornadas e o FC Porto noutras três.
E, antes de tirar as minhas conclusões quando à nossa equipa, há outra coisa que gostaria de referir: eu acredito que esta época é a melhor oportunidade para o FC Porto ser campeão nacional nos próximos anos.
Vejamos: regressando ao mercado, verificamos que desde o último Verão, o FCP vendeu apenas um jogador: Evandro ao Hull City pela quantia “simbólica” de 2 milhões de euros. Depois, do plantel da época passada, o ponta-de-lança Aboubakar foi o único jogador influente a sair do clube (emprestado ao Besiktas).
Desde o último Verão, o FC Porto gastou cerca de 30 milhões de euros em contratações (Layun, Felipe, Alex Telles, Depoitre, Boly e Soares), fora ainda os 20 milhões de euros que vão gastar no final da época para comprar o passe do Oliver Torres. E também há ainda os casos do Casillas e do Maxi Pereira
Depois, o FC Porto vem de 3 anos em que não ganhou nada e fez investimentos avultados que não têm sido rentabilizados. Investimentos esses, que levaram ao incumprimento das regras de fair-play financeiro no ano passado. Com isto, o clube azul e branco está obrigado a facturar pelo menos 115 milhões de euros em receitas para são sofrer sanções por parte da UEFA.
Com isto tudo, acredito que o FC Porto terá de vender vários jogadores influentes no próximo mercado para equilibrar as contas. E como tal, acredito que o FC Porto irá dar tudo o que tem para recuperar o trono.
Quanto à nossa equipa: sendo o Benfica a equipa tricampeã nacional, já está habituada à pressão de ter os adversários directos a morderem-lhe os calcanhares. E na verdade, já estamos a lidar com esta pressão desde que perdemos em Setúbal há dois meses atrás. Mas o mesmo não posso dizer da equipa azul e branca caso esta salte para a liderança ainda no decorrer do campeonato, visto que o único jogador do seu plantel que sabe ser campeão nacional é o Maxi (só de nome) Pereira.

Quantos aos jogos, o FC Porto terá por exemplo de jogar em casa do Marítimo num estádio onde não ganham há quatro anos. Para o nosso lado, também será muito difícil vencer os sete jogos que restam. No entanto, devo lembrar que na época passada tivemos 12 vitórias consecutivas até ao título, 5 das quais contra adversários que nos resta defrontar. Há razões para acreditar que vamos fazer história. Carrega Benfica!

O campeonato da bazófia está ao rubro

Estas duas semanas que antecederam o clássico ficaram marcadas pela enorme quantidade de bazófia que houve em torno do futebol português e sobretudo, em torno do clássico do último fim-de-semana.
Desde a posse de Red Pass e cartões de sócio do Benfica por parte de adeptos portistas, a venda de bilhetes nas Casas do Benfica a adeptos azuis e brancos, à promessa do Macaco em fazer a maior invasão de sempre, tudo não passou de fumaça. A caixa de segurança reservada aos adeptos do FCP até tinha lugares vazios. E depois no clássico, bem se viu uma equipa que supostamente queria controlar e dominar o jogo a ser inferior à nossa durante grande parte do tempo de jogo.
No final de contas, tudo isto serviu para uma coisa: para desviar as atenções do facto do FC Porto ter desperdiçado uma oportunidade soberana para saltar para a liderança do campeonato. Mas esta manobra de diversão também teve o reverso da medalha e consequentemente, com todo o mediatismo que foi dado à capela (conjunto de macacos) dos Super Dragões, a nossa imprensa também se esqueceu um pouco do Benfica e assim, a nossa equipa pode preparar o clássico de forma mais serena após o deslize em Paços de Ferreira.
No entanto, com tudo o que se tem passado, parece que a equipa azul e branca também quer disputar outros campeonatos. Principalmente, o campeonato da bazófia onde disputa o título com um clube que adultera o número de espectadores no estádio e que esta época decidiu do nada que afinal tinha 22 campeonatos.
Aliás, esse clube também deu um ar da sua graça no clássico, com o humorista João Quadro a postar um tweet a fazer referência ao facto do nosso presidente dever mil milhões de euros ao BES e ter assistido ao clássico ao lado do António Costa e do Mário Centeno. O que está em causa não é a veracidade da questão mas sim o facto do autor do tweet ser um ilustre adepto do clube que viu parte da sua dívida ser perdoada pela banca, que se viu forçado a renegociar a mesma e a recorrer a VMOCs para a pagar, e que também tem uma dívida com juros a um fundo de investimento, dívida essa que não paga por pura teimosia.

Resumindo e concluindo, a moral que os sportinguistas têm para falar de dívidas é a mesmo que os portistas têm para falar de arbitragens: bola!!! Podem continuar com as macacadas enquanto a equipa do Benfica trabalha para conquistar o campeonato que realmente interessa.

domingo, 2 de abril de 2017

Há que encontrar sempre o lado positivo


Depois do jogo de ontem, acredito mais que seremos Tetracampeões. Como disse no post anterior, apesar do mau resultado, houve aspectos positivos que deixam boas perspectivas para as restantes jornadas. Mas alguns desses aspectos vieram da equipa adversária.
Primeiro, os festejos efusivos do golo do empate por parte do único jogador do plantel azul e branco que sabe o que é ser campeão nacional; segundo, o contentamento dos jogadores do FC Porto com o empate num jogo que lhes daria a liderança do campeonato em caso de vitória.
Nunca vi uma equipa do FC Porto que precisava de ganhar a queimar tempo na Luz. Se por um lado, estas circunstâncias dão mais amargura a este empate, por outro, fazem-me acreditar que o Tetra está mais próximo. Primeiro, porque mostraram que não são melhores que a nossa equipa; segundo, porque é sinal de que o FC Porto já não tem a cultura e o ADN de vitória que tinha até há uns aninhos atrás.
No tempo em que o FC Porto dominava o futebol português, ganhar ao Benfica significava tudo para eles. Queriam ganhar ao Benfica até no berlinde e estavam dispostos a tudo para o conseguir. Antigos jogadores com o ADN portista como Jorge Costa e Paulinho Santos, certamente terão ficado desiludidos com a atitude da equipa azul e branca.

Como tal, creio que não há razão para ficarmos revoltados com os festejos do Maxi (só de nome). No final de contas, com este resultado colocámo-nos na mesma situação que nos colocámos após a vitória em Alvalade na época passada: passámos a ser a única equipa que depende apenas de si própria para conquistar o título nacional.

Foi um bom jogo aqui na catedral

SL Benfica 1-1 FC Porto
Ontem assistiu-se a uma boa partida de futebol. Na minha opinião, foi a exibição mais consistente do Benfica de Rui Vitória em derbys/clássicos. Quando vi que Fejsa ainda não estava na equipa, fiquei receoso. Nos últimos dois clássicos, Samaris tinha feito do nosso meio-campo um queijo suíço. Mas ontem não me pude queixar, Samaris fez um grande jogo.
Por outro lado, tenho duas críticas à exibição da nossa equipa: primeiro, a nossa equipa teve falhas na finalização que não se podem tolerar em jogos desta importância. Em jogos destes, cada oportunidade vale ouro, e cada oportunidade desperdiçada pode custar muito caro, como custou nos clássicos da época passada; segundo, ma maioria das ocasiões em que a nossa equipa recuperou a bola em situação defensiva, a equipa limitou-se a afastar a bola da zona de perigo, em vez de tentar construir jogadas de contra-ataque, e à conta disso, Rafa não fez a diferença que podia ter feito. O campeão europeu foi titular porque dos nossos extremos era o mais indicado para explorar o espaço nas costas do Maxi Pereira. Rafa fez um bom jogo, mas podia ter feito mais estragos se a equipa aproveitasse melhor as suas qualidades.
Quanto à equipa do FC Porto, tenho a dizer que Nuno Espírito Santo não arriscou nem um bocadinho. Pela segunda jornada consecutiva, a equipa azul e branca tinha uma oportunidade de ouro para se colocar na liderança do campeonato. E pela segunda jornada consecutiva, Nuno Espírito Santo mete a equipa a jogar com apenas um avançado. Quanto meteu André Silva, tirou Soares, mostrando que estava mais preocupado em não perder do que propriamente em ganhar. Sempre defendi que quando uma equipa tem grande necessidade de ganhar o jogo, não deve ter medo de arriscar e deve procurar assumir o jogo e ir para cima do adversário. Nunca se viu isso por parte da equipa azul e branca, bem como acho que o treinador adversário deveria apostar no 4-4-2 que tem sido mais utilizado nos últimos tempos.
Destaque também para uma prestação muito boa da equipa de arbitragem. O árbitro decidiu bem na grande penalidade do Benfica e esteve atento às várias situações em que houve jogadores a tentarem “cavar” um penalty. Esteve também muito bem ao manter um critério largo e idêntico em ambas as equipas, privilegiando o contacto físico, algo muito importante em jogos desta intensidade.

Fomos claramente superiores, mas isso a mim não me preenche. Acima de tudo, eu quero que o Benfica ganhe, seja a jogar com nota artística ou a jogar como uma equipa dos Distritais. Apesar de tudo, existem aspectos positivos que deixam boas perspectivas para o que resta do campeonato. Há que manter esta atitude e este colinho dos adeptos nos jogos que restam do campeonato. Restam sete finais pela frente. Força Benfica!
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