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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Porque os valores não se aprendem a jogar futebol



Após semanas de especulação, ontem ficou finalmente oficializada a contratação de Fábio Coentrão como reforço do Sporting a título de empréstimo. e como seria de esperar, as reacções de desagrado dos benfiquistas foram mais que muitas.

Antes de mais, devo dizer que eu não censuro a sua escolha. Fábio Coentrão foi um jogador bastante fustigado por lesões nos últimos 2/3 anos. E, querendo ainda lutar por uma vaga na selecção nacional no Mundial do próximo ano, viu uma porta a abrir-se no Sporting. Viu no Sporting uma oportunidade de jogar com regularidade num campeonato de um patamar competitivo inferior, com um treinador que bem conhece e que potencializou as quas qualidades. Até aqui, tudo bem.

O problema está nas várias declarações de amor que fez ao Benfica enquanto jogador merengue, e as declarações que proferiu na sua vinda para o Sporting. Sendo que também houve aquela ocasião após o EURO 2012 em que ele cortou nas férias só para poder disputar o jogo da Eusébio Cup e ser aplaudido pelos nossos.

Ora, quem acompanha futebol sabe perfeitamente que nos dias de hoje, em 90% dos casos, aquilo que os jogadores dizem não se escreve. A questão aqui é que nos dias de hoje, os valores estão se a perder no futebol. Mas também não é a jogar futebol ques estes são aprendidos e transmitidos.

Valores como a lealdade e o respeito a quem já se deu de comer é algo que se aprende em pequenino, quando eles começam a jogar futebol e a conviver em grupo. Não é já como um homem feito que estes se aprendem, muito menos a jogar num clube de futebol, por muito que se goste deste.

Resumindo, o Fábio Coentrão como homam vale tanto como o Maxi Pereira, mas ocasiões dessas já não me chocam. Mas como chegou a dizer um certo Judas, os jogadores vão e vêem e o Benfica continua grande!


PS: Isto sim, são valores




domingo, 23 de abril de 2017

Victor "Sabrosa" Lindelof


Sporting CP 1-1 SL Benfica
Perante o ambiente incendiário instalado no futebol português nos últimos tempos, este derby foi um exemplo de seriedade e profissionalismo, do qual podíamos muito bem ter saído com os 3 pontos.
Perante a aselhice do Ederson e as duas grandes penalidades a que um árbitro ameaçado de morte fez vista grossa, a nossa equipa manteve o controlo emocional. Jogou em equipa, com atitude, seriedade e profissionalismo, conseguindo o empate num golpe surpresa de Lindelof, um empate que era justo perante o que se via em campo. A nossa equipa sempre deu a entender que teve o jogo controlado, defendeu muito bem com excepção dos primeiros 10/15 minutos da segunda parte, conseguindo anular bem jogadores como Alan Ruiz e Bruno César, e manteve o perigo longe do alvo após o empate.
Na recta final, viu-se um Rui Vitória mais conservador ao substituir Mitroglou por Filipe Augusto, a querer conservar o ponto que ficaria assegurado em vez de arriscar. Rui Vitória quis não perder, e conseguiu. Será que poderia ter arriscado mais? Sim, podia, mas alguém garante que isso daria certo? Já vi o Mourinho adoptar esta estratégia vezes sem conta com um futebol irritante, mas que dá títulos.

No final, é também de salientar que os festejos patéticos da equipa azul e branca no clássico há 3 semanas mostraram que eles tinham apostado todas as fichas no Sporting e no final saiu-lhes o tiro pela culatra. Restam-lhes as malas para conseguirem o que querem. Faltam 4 finais. Força Benfica!

sábado, 22 de abril de 2017

Hoje é o dia!


Hoje é dia de derby! É o dia de mais um jogo importante na nossa caminhada. Sim, é isso mesmo. Não é um jogo de vida ou de morte como muitos teimam em dizer, é apenas mais um jogo que temos de ultrapassar para conseguirmos o nosso objectivo.
E em jogos deste calibre, paira sempre a questão de que se vai ou não haver alguma surpresa táctica. Sinceramente, neste jogo tenho algumas dúvidas nisso. Quanto à equipa leonina, Marvin Zeeglaar falha o derby por castigo e a imprensa avança que será Bruno César quem ocupará a sua vaga na lateral-esquerda. Sinceramente, acho pouco provável. Tendo em conta que o brasileiro é dos jogadores mais influentes na manobra ofensiva da equipa, não me parece que Jorge Jesus o vá recuar para a defesa.
Quanto à nossa equipa, tendo em conta a nossa situação, creio que caso o Jonas não esteja em condições de jogar de início, creio que seria uma boa oportunidade para reforçar o meio-campo. Tendo em conta que o meio-campo é o ponto forte do sistema táctico de Jorge Jesus, creio que se poderia apostar num meio-campo de 3 homens com Fejsa, Pizzi e Filipe Augusto. Com o médio brasileiro a jogar como interior esquerdo, este para além de dar presença no miolo, também poderia dar apoio a Grimaldo na marcação a Gelson Martins.
Depois, acredito que Rafa será o grande trunfo da nossa equipa. Todos nós devemos saber que Jorge Jesus gosta de meter a sua equipa a fazer pressão alta, com um bloco bem subido. Esse estilo de jogo favorece bastante as características de Rafa, podendo aproveitar a subida da linha defensiva para explorar o espeço nas suas costas e fazer as transições rápidas de que tanto gosta.

Seja como for, temos de jogar com raça, querer e ambição e com a força dos nossos adeptos, poderemos levar a melhor. Força Benfica! 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O campeonato da bazófia está ao rubro

Estas duas semanas que antecederam o clássico ficaram marcadas pela enorme quantidade de bazófia que houve em torno do futebol português e sobretudo, em torno do clássico do último fim-de-semana.
Desde a posse de Red Pass e cartões de sócio do Benfica por parte de adeptos portistas, a venda de bilhetes nas Casas do Benfica a adeptos azuis e brancos, à promessa do Macaco em fazer a maior invasão de sempre, tudo não passou de fumaça. A caixa de segurança reservada aos adeptos do FCP até tinha lugares vazios. E depois no clássico, bem se viu uma equipa que supostamente queria controlar e dominar o jogo a ser inferior à nossa durante grande parte do tempo de jogo.
No final de contas, tudo isto serviu para uma coisa: para desviar as atenções do facto do FC Porto ter desperdiçado uma oportunidade soberana para saltar para a liderança do campeonato. Mas esta manobra de diversão também teve o reverso da medalha e consequentemente, com todo o mediatismo que foi dado à capela (conjunto de macacos) dos Super Dragões, a nossa imprensa também se esqueceu um pouco do Benfica e assim, a nossa equipa pode preparar o clássico de forma mais serena após o deslize em Paços de Ferreira.
No entanto, com tudo o que se tem passado, parece que a equipa azul e branca também quer disputar outros campeonatos. Principalmente, o campeonato da bazófia onde disputa o título com um clube que adultera o número de espectadores no estádio e que esta época decidiu do nada que afinal tinha 22 campeonatos.
Aliás, esse clube também deu um ar da sua graça no clássico, com o humorista João Quadro a postar um tweet a fazer referência ao facto do nosso presidente dever mil milhões de euros ao BES e ter assistido ao clássico ao lado do António Costa e do Mário Centeno. O que está em causa não é a veracidade da questão mas sim o facto do autor do tweet ser um ilustre adepto do clube que viu parte da sua dívida ser perdoada pela banca, que se viu forçado a renegociar a mesma e a recorrer a VMOCs para a pagar, e que também tem uma dívida com juros a um fundo de investimento, dívida essa que não paga por pura teimosia.

Resumindo e concluindo, a moral que os sportinguistas têm para falar de dívidas é a mesmo que os portistas têm para falar de arbitragens: bola!!! Podem continuar com as macacadas enquanto a equipa do Benfica trabalha para conquistar o campeonato que realmente interessa.
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