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sábado, 13 de outubro de 2018

Antevisão - Hóquei em Patins 2018/2019


Esta semana, a última das modalidades de pavilhão a entrar na época oficial é o hóquei em patins, que começa logo com uma tarefa árdua pela frente ao deslocar-lhe ao pavilhão João Rocha para defrontar o Sporting CP. O jogo contra os actuais campeões nacionais será já amanhã, dia 14 de Outubro às 15h. Mas já falaremos melhor sobre a calendarização do campeonato.

A última temporada teve um final decepcionante, na qual consentimos uma derrota caseira com o Sporting quando a equipa tinha o pássaro na mão. Apesar disso, a direcção decidiu renovar contrato com o treinador Pedro Nunes por mais uma temporada (com mais uma de opção), entendendo que tudo aquilo que ele já deu ao nosso clube era um argumento forte o suficiente para dar continuidade a este ciclo. Quem me conhece sabe que eu defendia a sua saída e que o final vergonhoso da última época mostrava que o seu ciclo tinha se esgotado. No enteando, agora de nada me serve estar a criticar a decisão, só me resta respeitar e apoiar a equipa no início de época terrível que vamos ter.

Quanto às mexidas no plantel, a maioria delas já eram conhecidas antes do final da época. O capitão da selecção nacional João Rodrigues transferiu-se para o FC Barcelona, correspondendo ao namoro já antigo do emblema blaugrana, numa transferência que também esteve envolta em alguma polémica. Em troca, viria o argentino Lucas Ordoñez, avançado que faz dupla com Carlos Nicolía. Em termos das características dos jogadores, a nossa equipa fica a perder presença na área, mas ganha mais um daqueles jogadores capazes de tirar um coelho da cartola em qualquer momento. Lucas Ordoñez será daqueles jogadores pelos quais valerá a pena pagar o bilhete para ir ao pavilhão.

https://www.youtube.com/watch?v=fxyJyNaqoFc

Quanto às restantes mexidas que já eram conhecidas, chegaram o defesa-médio Xavi Cardoso do AD Valongo (campeão nacional em 2013/2014) e o guarda-redes Marco Barros oriundo do HC Turquel. O guarda-redes conhecido por "Tuga" já tinha representado o nosso clube em 2008/2009 (sendo na altura suplente de Carlos Silva), está se regresso ao Benfica após sete temporadas ao serviço do clube da "Aldeia do Hóquei".

De saída, esteve Guillerm Trabal para os italianos do Valadagno, após uma época em que perdeu a titularidade para Pedro Henriques; e Tiago Rafael, que tinha tudo acertado para regressar ao HC Turquel, mas que acabaria por ser "desviado" para o Reus. Os jovens Filipe Fernandes e Daniel Machial foram emprestados ao Paço d'Arcos, Pedro Batista foi emprestado ao HC Turquel e Gonçalo Pinto foi emprestado ao AD Valongo.

Já depois do termo da temporada, o SL anunciaria a contratação do defesa Albert Casanovas. O defesa de 33 anos rescindira contrato com o Reus e regressou a Portugal depois de já ter representado a UD Oliveirense entre 2014 e 2016.

A última mexda na equpa surgiu que nem uma bomba. Hugo Santos o jovem de 18 anos que visto pelos acompanhantes da modalidade como o melhor jogador do mundo num prazo de 5/10 anos, rescindiu contrato com o SL Benfica ainda durante o campeonato de sub-20. Inicialmente, a imprensa falou que este tinha sido seduzido por uma proposta milionária da UD Oliveirense, mas o jovem acabaria por rumar ao FC Porto, onde já integra o plantel principal.

Ao todo, o plantel do Benfica destaca-se pela seguinte novidade: ao contrário das últimas épocas, o plantel este ano é composto por 11 jogadores em vez dos 10 habituais. Esta ideia surgiu após uma posposta da FPP em alterar o campeonato, dividindo em duas fases: primeiro; uma Fase Regular em que todos jogam contra todos; e segundo, uma fase em que de divide a tabela classificativa em dois grupos, com um grupo de apuramento de campeão e um grupo que luta pela manutenção, tal como se sucede no andebol. A proposta acabou por não avançar e o campeonato de hóquei em patins continua a ser o único nas modalidades de pavilhão masculinas sem uma segunda fase ou um play-off.

Os actuais campeões nacionais, o Sporting CP, manteve todo o seu plantel, apetrechando-o com dois reforços de gabarito: o internacional argentino Gonzalo Romero, oriundo dos italianos do Forte del Marmi; e o internacional espanhol Raúl Marín, ex-capitão do Reus Deportiu, que foi a principal aquisição do hóquei nacional.

O FC Porto, vencedor da Taça de Portugal e vice-campeão europeu, para além de ter contratado o já mencionado Hugo Santos, contratou ainda Daniel Oliveira ao AD Valongo (mais conhecido por Poka) e o avançado internacional italiano Giulio Cocco, oriundo dos bicampeões italianos do Amatori Lodi.

A UD Oliveirense foi o clube que mais investiu no plantel após uma época decepcionante. Contratou o argentino Emanuel Garcia, o internacional português Jorge Silva, e os internacionais espanhóis Xavi Barroso e Marc Torra (que representou o SL Benfica em 15/16).

Para além destas quatro equipas que lutam pelo título, existem ainda aquelas equipas que, não são candidatas ao título, mas são candidatas a afastar alguém da luta pelo título. O AD Valongo construiu um plantel forte nesta temporada, apostando em jovens como Gonçalo Pinto, e também nos regressos de Nuno Araújo e de João Souto. O Óquei de Barcelos voltou a construir um plantel misto entre juventude e experiência, apostando nos empréstimos de Gonçalo Nunes e Alvarinho. Já a Associação Juventude de Viana tem uma equipa carregada pela experiência de jogadores como Tó Silva e o regressado Luís Viana, mas que nesta temporada também apostou nalguns jovens como o francês Remi Herman e o espanhol Arnau Xaus.

Ora, nas últimas épocas, o campeonato destacava-se pela condicionante dos quatro primeiros classificados da época anterior defrontarem-se apenas nas últimas jornadas. Nesta temporada, o campeonato não tem essa condicionante e à conta disso, o Benfica joga em casa do Sporting na 1ª jornada, vai a Oliveira de Azeméis na 3ª jornada, recebemos o FC Porto na 4ª jornada e vamos a Barcelos na 7º jornada. Como tal, espero que a equipa tenha sido preparada de modo a estar na melhor forma possível nestas premiras jornadas terríveis.

Temos também a participação na Liga Europeia pela frente, na qual calhámos no grupo D con os suíços do Montreux, os espanhóis do Noia (4º classificado da Liga Espanhola) e os italianos do Monza, 8º classificado da liga italiana. Este clube italiano apenas participa na Liga Europeia, porque os clubes stuados entre o 4º e o 7º lugar da Liga Italiana abdicaram sucessivamente da vaga na competição para jogarem na Taça CERS (agora apelidada de Taça WS Europe), entendendo que têm fortes possibilidades de ganhar a competição. Resumindo, se na época passada calhámos no grupo da morte, esta época calhámos num grupo absurdamente acessível. Não ficar em primeiro lugar neste grupo será algo mais do que inaceitável.

Resumindo, este ano, a margem de erro do Pedro Nunes está abaixo de zero. Espero que ele dê mais minutos de jogo ao Miguel Rocha e ao Vieirinha, e que utilize um sistema de rotação mais competente e mais compatível com a nossa equipa, de modo a que jogadores como Valter Neves e Carlos Nicolía não sejam tão sobrecarregados como foram na última época. Amanhã é para ganhar!

sábado, 16 de junho de 2018

Análise da época - Hóquei em patins 2017/2018


Ninguém pode ficar indiferente àquilo que aconteceu esta temporada no hóquei em patins do Benfica. Os Pintos e os Raínhas desta vida não podem justificar tudo. E depois do final vergonhoso que se viu, há coisas que têm de mudar. Comecemos pelo início:

Tudo começou quando, depois da forma descarada como o campeonato nos foi roubado na época passada e da nomeação dos irmãos Pinto para arbitragem o jogo entre o Benfica e o FC Porto para as meias-finais da Taça de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica decidiu fazer um boicote à Final Four da Taça, não comparecendo na competição, e ainda marcando um treino no pavilhão para a hora do jogo.

Antes de mais, devo dizer que sou contra qualquer boicote que o clube faça a qualquer competição que seja, pois acho que uma atitude deste género vai contra os valores e os princípios do Sport Lisboa e Benfica. Depois, tendo em conta que a nossa equipa de hóquei está repleta de jogadores que sentem e vivem intensamente o nosso clube, estou convencido que este boicote não foi uma decisão unânime na equipa. Ainda para mais, apesar desta "guerra" com a Federação Portuguesa de Patinagem, Diogo Rafael e João Rodrigues não renunciaram à selecção nacional, representando assim "os uirsos" no campeonato do mundo disputado na China. Toda esta situação deu claramente a entender que algo não estava bem no balneário.

Dentro da quadra, as coisas até começaram bem: a equipa do Benfica conquistou a Elite Cup, competição oficiosa que reúne as oito melhores equipas nacionais. No campeonato, as coisas também foram correndo dentro da normalidade, derrotando os seus adversários com maior ou menor dificuldade.

O ponto alto da temporada surgiu aquando da conquista da Taça Intercontinental, com uma vitória na final sobre o Reus por 5-3. De seguida, começaram os confrontos entre grandes, com o Benfica a conseguir um empate nas casas da Oliveirense e do Sporting (ambos a quatro golos) e uma vitória categórica sobre o FC Porto por 6-2. Mais tarde, o Benfica carimbaria o apuramento para os quartos-de-final da Liga Europeia.

A partir de Março, as coisas começaram a descambar com a equipa a consentir um empate em casa do AD Valongo, num jogo onde a Sociedade Pinto e Rainha voltou a ser protagonista. Seguiram-se os quartos-de-final da Liga Europeia contra o FC Porto. Depois de uma vitória por 3-2 na Luz, a equipa encarnada seria humilhada no Dragão por 9-2. No fim-de-semana seguinte, haveria mais uma derrota no Dragão Caixa, desta vez por 5-2 para a Taça de Portugal. Esta senda de maus resultados fez com que as expectativas baixassem significativamente.

Regressando ao campeonato, a equipa conseguiu uma vitória em Barcelos (1-3) e em casa contra a Oliveirense (5-2). Aproveitando um deslize do Sporting em Barcelos (2-2), a equipa estava relançada na luta pelo título quando ia voltar a deslocar-se a casa do FC Porto. Desta vez, a nossa equipa conseguiu sair viva do Dragão com um empate a sete golos e ficaria apenas a depender de si própria. Mas na jornada seguinte, a equipa deixou fugir o pássaro da mão. Num pavilhão cheio, a equipa não foi capaz de levar a melhor sobre o Sporting CP, sendo humilhada com uma derrota por 4-7, deitando assim para o lixo a oportunidade de recuperar o título que lhes foi arrancado à força no ano passado.

Esta época na modalidade foi um fracasso. A meu ver, tínhamos claramente o melhor plantel em Portugal e um dos melhores da Europa. Jogadores como Toni Balilu, Rafa, Telmo Pinto, Toni Pérez, João Pinto ou Nuno Araújo se estivessem no Benfica, jogariam tanto ou menos do que o Miguel Rocha e o Vieirinha. E a meu ver, não há nenhuma equipa no mundo com excepção do Barcelona que tenha capacidade e profundidade para se dar ao luxo de deixar um João Rodrigues ou um Adroher fora do 5 inicial. Vai agora uma análise individual a alguns dos jogadores:

Pedro Henriques - regressou ao Benfica depois de um ano emprestado aos espanhóis do Reus. Nessa época em Espanha, perdemos uma Liga Europeia, mas ganhámos um guarda-redes para 10 anos. E o que é facto, é que a época fracassada da equipa em pouco ou nada se deve ao guarda-redes formado no nosso clube. Sentou Trabal no banco realizou uma época de grande nível, afirmando-se como um dos melhores guarda-redes do mundo;

João Rodrigues - quiçá devido ao desgaste do Mundial na China, teve um início de época discreto. Mas assim que começou a carburar, nunca mais parou. João Rodrigues é um jogador completo, com qualidade técnica, com presença na área, forte nas bolas paradas, é um goleador nato, sendo autor de 69 golos esta época Após anos de namoro, deu-se finalmente o casamento com o Barcelona. Aguardo o seu regresso;

Jordi Adroher - o melhor da equipa juntamente com João Rodrigues. Parece estar melhor a cada ano que passa. É habilidoso, goleador e possui um carácter extraordinário. É daqueles jogadores com uma alma inesgotável e à volta dos quais se deve construir uma equipa. Marcou 50 golos nesta época;

Carlos Nicolía - é um dos melhores jogadores do mundo e um dos melhores jogadores da história do Benfica. O seu valor não é minimamente colocado em causa. Porém, nesta época, Nicolía mostrou uma atitude bastante individualista e que não fazia a diferença que se exigia, principalmente nos jogos grandes. Ainda para mais, Pedro Nunes utilizava-o de forma abusiva, sendo quase sempre o jogador de campo com mais minutos nos jogos. Talvez este problema se resolva com a contratação de um treinador a sério, mas já lá vamos...

Miguel Rocha e Vieirinha - são os dois jogadores mais novos do plantel. Miguel Rocha é um jogador com uma enorme raça e exímio na meia-distância. Vieirinha é uma das grandes promessas do hóquei mundial, é um jogador rápido e de grande qualidade técnica, sendo fortíssimo nas transições, tendo aos 21 anos, duas Taças CERS e dois Mundiais de sub-20 no currículo. Porém, apesar de serem jogadores polivalentes e que acrescentam coisas novas à equipa, são duas opções a menos nos jogos de maior importância. Por algum motivo, Pedro Nunes não confia nestes jogadores para os jogos de maior importância, o que faz com que estes tenham menos minutos que o desejado e que não confirmem o seu potencial.

Pedro Nunes - em cinco anos no Benfica, ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar (falhou apenas a Supertaça) e não lhe retiro mérito por isso. Porém, o banho táctico que levou do Paulo Freitas no jogo do título pôs a nu todas as suas deficiência enquanto treinador. A defender a equipa é uma nulidade e quando corre atrás do prejuízo, joga mais com o coração do que com a cabeça. A ele agradeço tudo o que deu ao nosso clube, mas não há condições para continuar.


As mexidas no plantel também já são todas conhecidas, apesar de nem todas ainda terem sido anunciadas oficialmente pelo nosso clube. O mercado no hóquei em patins é muito curto e por norma, as confirmações de transferências surgem muito cedo.

O guarda-redes Guillem Trabal está de saída. Após cinco anos ao serviço do nosso clube e estando já na curva descendente na carreira, o guarda-redes de 37 anos irá abraçar um desafio nos italianos do Valadagno. Para o seu lugar virá Marco Barros do HC Turquel, guarda-redes que fez formação no Benfica e que representou a equipa principal em 2008/2009. Em termos de qualidade individual ficamos claramente a perder, mas se Pedro Henriques mantiver o seu nível essa diferança não se deverá notar. Será um reforço para o balneário.

Tiago Rafael também está de saída. Cumprindo a sua segunda estadia no nosso clube, o defesa de 35 anos tem sido muito fustigado por lesões e estará de regresso a Turquel. Para o seu lugar virá Xavier Cardoso do AD Valongo. Este defesa/médio de 23 anos foi campeão nacional em 2013/2014 e está pré-convocado para o Europeu do próximo mês. É um jogador com grande margem de progressão, mas se Pedro Nunes continuar na equipa será mais um jogador a ser "queimado".

Como já referi. João Rodrigues foi para o Barcelona. O interesse já era antigo e desta vez, o capitão da selecção nacional não conseguiu resistir. Como moeda de troca virá o argentino Lucas Ordoñez, avançado que forma dupla atacante com Nicolía com a selecção alviceleste. A equipa ficará a perder presença na área, mas ganhará mais um jogador capaz de tirar um coelho da cartola a qualquer momento.

Apesar de serem três trocas por troca, o plantel pode não está fechado. Isto porque, para quem ainda não sabe, o campeonato vai ter ainda mais 10 jogos na próxima época. Na próxima época, o campeonato vai ter uma Fase Regular e posteriormente uma Fase de Apuramento do Campeão entre os seis primeiros classificados, à imagem do que se sucede no andebol.

Como tal, acho necessária a contratação de um décimo primeiro jogador que possa acrescentar profundidade à equipa. Um defesa seria mais importante tendo em conta o número elevado de golos sofridos nas últimas duas temporadas.

Em breve deverão surgir mais novidades (principalmente quanto ao futuro do treinador, que está em final de contrato) e o Europeu. Quando começar a nova época, surgirá a tradicional antevisão.

domingo, 9 de julho de 2017

Uma lição para o futuro


Finalmente, terei a oportunidade para fazer uma análise à época da nossa equipa de hóquei em patins. E antes de mais, nesta análise irei ignorar por completo todas as polémicas que aconteceram na recta final da temporada, falando apenas da prestação da equipa em si.

Ora vejamos, depois de uma época em que pela primeira vez na história, fomos campeões nacionais e europeus na mesma época, a fasquia estava mais alta que nunca, principalmente após os fortes investimentos feitos pelos rivais Sporting, FC Porto e UD Oliveirense.

O avançado espanhol Marc Torra qusi regressar ao seu país para estar perto da família e rumou ao Reus, ao qual se juntaria o guarda-redes Pedro Henriques de modo a jogar com regularidade e a confirmar o seu potencial. Para o lugar do avançado internacional espanhol foi promovido o ex-júnior João Sardo, que já tinha jjogado pela equipa principal na época anterior aquando das lesões de João Rodrigues e Nicolía, ao ponto de merecer a confiança dos drigentes encarnados para integrar directamente a equipa principal. Uma aposta de risco.

A derrota copiosa sobre o FC Porto na Supertaça por 13-7 fez soar os alarmes. Mas apesar disso, a equipa realizou uma primeira metade época positiva. Conquistou a Supertaça Europeia, terminou a primeira volta do campeonato com 12 vitórias em 13 jogos (apenas uma derrota no reduto da Oliveirense por 4-2) e passámos aos quartos-de-final da Liga Europeia com 5 vitórias e um empate no nosso grupo.

Na segunda metade da época, começaram as "condicionantes". Depois do empate 6-6 em Barcelos, em mais um festival do Joaquim Pinto que culminou com as expulsões de Trabal e Tiago Rafael. A esse reusultado sucedeu-se um inesperado empate caseiro com a Juventude de Viana (7-7). E por muito que todos saibamos o que nos tirou o Tricampeonato, se tivesse ganho esse jogo, íamos a casa do Sporting na última jornada já com o título de campeão no bolso.

Depois, as lesões de Tiago Rafael e de João Sardo condicionaram ainda mais a nossa equipa na recta final da temporada. Nos últimos jogos da época, notava-se que havia jogadores nossos que estavam a chegar ao limite. O resto, já vocês sabem.

Agora, há umas coisas que merecem ser mencionadas: em quatro anos com Pedro Nunes no comando técnico da equipa, falhámos apenas uma fase de decisão: a Final Four da Liga Europeia 2014/2015. De resto, esteve presente em todas as Final Four da Taça de Portugal e da Liga Europeia e os campeonatos que não ganhámos, disputámo-los até ao fim. Isto mostra que a nossa equipa é uma equipa de topo na modalidade. Só há um pequeno senão: o facto de ainda não termos ganho uma Supertaça.

Depois do que aconteceu na última jornada, temos de perceber que para vencermos, não temos de ser melhores, temos de ser muito melhores. E para isso, há que ter um plantel mais homogéneo. João Sardo, para além de não ter tido tantas oportunidades quanto eu pensava, mostrou ainda estar muito "verde" para se afirmar na nossa equipa. 

Com a chegada de Vieirinha, ficaremos com um plantel mais homogéneo que permitirá uma maior e melhor rotatividade, evitando assim situações de grande desgaste como aconteceu com alguns jogadores nossos na recta final da temporada. Temos de dar o nosso melhor a cada jogo para vencer dentro e fora da quadra.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Uma questão de evolução


Como sabem, a nossa equipa de hóquei em patins ficou-se pelas meias-finais da Liga Europeia ao perder contra o Reus Deportiu no desempate através da conversão de grandes penalidades. Aí, Pedro Henriques, guarda-redes emprestado pelos encarnados ao emblema catalão, destacou-se ao defender 4 grandes penalidades, contra a 3 defendidas pelo nosso Guillem Trabal, acabando mesmo por se tornar no primeiro hoquista português a conquistar 3 Ligas Europeias.

Ora, dadas as circunstâncias, levantou-se uma questão que antes já pairava na cabeça de alguns benfiquistas: porque o Pedro Henriques foi emprestado?

Vejamos, Pedro Henriques foi formado no Benfica e integrou a equipa principal em 2010. Desde então, apesar de ter sido decisivo na conquista das duas Ligas Europeias do nosso clube, nunca foi utilizado com muita regularidade, estando tapado primeiro por Ricardo Silva (actualmente no Óquei de Barcelos) e actualmente pelo espanhol Trabal.

E aos 26 anos, Pedro Henriques precisava urgentemente de jogar com regularidade para conseguir confirmar as suas potencialidades, abrindo-se uma porta na Catalunha.

Aliás, no início, a contratação de Pedro Henriques por parte do Reus também foi bastante questionada. Ele tornou-se no primeiro guarda-redes português a representar o emblema catalão e muitos questionaram a necessidade de se contratar um guarda-redes português quando a Espanha tem uma escola de guarda-redes de topo em todas as modalidades.



Mas o que é facto é que, Pedro Henriques tem realizado uma grande temporada ao serviço do Reus e tem sido dos hoquistas mais elogiados pela imprensa espanhola. E tem sido influente ao ponto do Reus tentar contratá-lo a título definitivo, proposta que foi imediatamente recusada.

O Pedro Henriques de hoje é certamente melhor que o Pedro Henriques do início da época. E como tal, ele será guarda-redes para o Benfica por mais uns 10 anos. Quando a Trabal, ele está em final de contrato, mas segundo o que a imprensa avança, a sua renovação está assegurada. O que significa, que os dois poderão alternar entre si na próxima temporada, tal como acontece nesta época no FC Porto entre o português Nélson Magalhães e o espanhol Carles Grau. Bem como é possível que Pedro Henriques seja o guarda-redes titular da selecção nacional no Mundial a disputar em Julho.

domingo, 21 de maio de 2017

Saúdem as nossas hoquistas de salto alto!


Uma equipa que não se cansa de ganhar. É o que tenho a dizer desta extraordinária equipa de hóquei em patins. Desde que foi criada na época de 2012/2013, tem limpado tudo no hóquei em português. Com isto, é de esperar que haja alguns engraçadinhos que se metem a dizer que não temos adversários a altura. Mas quem tem acompanhado este campeonato, deve ter percebido que este campeonato foi mais competitivo que os últimos.

Na 1ª Fase da Zona Sul, o HC Turquel e o Stuart Massamá fizeram-nos suar bastante. Na recepção à equipa da "Aldeia do Hóquei", liderada pelas irmãs Vicente (Cláudia, Inês e Sofia, as duas últimas duas já jogaram no Benfica), perdíamos por 3-2 ao intervalo e só um golo nos últimos 10 minutos nos deu uma vitória muito suada.

A equipa do Stuart Massamá, 4ª classificada na época passada, também se apetrechou bem para esta temporada, com a contratação da internacional portuguesa Ana Catarina Ferreira à Académica, e também da espanhola Carla Masclanes, e conseguiram arrancar um empate a duas bolas na Luz na 1ª Fase.

Na Zona Norte, a Académica é tradicionalmente um osso duro de roer e desta vez não foi excepção. E também destaque para a equipa do CH Carvalhos, que se afirmou como o outsider do campeonato ao terminar a 1ª fase da Zona Norte na liderança.

Entretanto, na Fase do Apuramento de Campeão, o Benfica colocou-se na liderança isolada apenas na sétima jornada (a última da primeira volta) após derrotar o seu adversário directo, o Stuart Massamá por 3-1. Na segunda volta, a nossa equipa subiu de rendimento e conseguiu garantir o Penta ainda na antepenúltima jornada, muito graças a um período de grande forma da nossa Marlene Sousa.

Começam a faltar adjectivos para a descrever. Depois de ter sido considerada a melhor jogadora do Mundial do ano passado, esta época tem feito uma época extraordinária. Com uma jornada por disputar, já leva 62 golos marcados neste campeonato. E tudo isto com apenas 22 anos! Certamente que ainda terá muito para dar ao Benfica e ao hóquei português.

Uma palavra de apreço também para o nosso treinador Paulo Almeida. Membro de uma geração dourada do hóquei encarnado, está habituado à exigência do Sport Lisboa e Benfica. É um treinador que jamais se contenta com o segundo lugar e acima de tudo, é um treinador que não se contenta em simplesmente ganhar. Quer ganhar, jogando bem. Um bom exemplo disso mesmo, foi aquando da vitória sobre a Académica por 2-1 na 3ª jornada da Fase de Apuramento de Campeão, ele estava insatisfeito com o resultado como se de uma derrota se tratasse. Tomara que todos os treinadores do Benfica fossem assim!

E época não fica por aqui, ainda há uma Taça de Portugal para ganhar. E tenho que dizer uma coisa: esta equipa de hóquei feminino não será a mesma sem estas jogadoras: sem a Marlene Sousa, sem a Maria Celeste, sem as gémeas Lopes, sem a Macarena Ramos, etc... Mas com certeza que quando elas deixarem de envergar o Manto Sagrado, haverá outras guerreiras a darem continuidade ao legado.


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