SL Benfica 1-1 FC Porto
Ontem assistiu-se a uma boa partida de
futebol. Na minha opinião, foi a exibição mais consistente do Benfica de Rui
Vitória em derbys/clássicos. Quando vi que Fejsa ainda não estava na equipa,
fiquei receoso. Nos últimos dois clássicos, Samaris tinha feito do nosso
meio-campo um queijo suíço. Mas ontem não me pude queixar, Samaris fez um
grande jogo.
Por outro lado, tenho duas críticas à
exibição da nossa equipa: primeiro, a nossa equipa teve falhas na finalização
que não se podem tolerar em jogos desta importância. Em jogos destes, cada
oportunidade vale ouro, e cada oportunidade desperdiçada pode custar muito
caro, como custou nos clássicos da época passada; segundo, ma maioria das
ocasiões em que a nossa equipa recuperou a bola em situação defensiva, a equipa
limitou-se a afastar a bola da zona de perigo, em vez de tentar construir
jogadas de contra-ataque, e à conta disso, Rafa não fez a diferença que podia
ter feito. O campeão europeu foi titular porque dos nossos extremos era o mais
indicado para explorar o espaço nas costas do Maxi Pereira. Rafa fez um bom
jogo, mas podia ter feito mais estragos se a equipa aproveitasse melhor as suas
qualidades.
Quanto à equipa do FC Porto, tenho
a dizer que Nuno Espírito Santo não arriscou nem um bocadinho. Pela segunda
jornada consecutiva, a equipa azul e branca tinha uma oportunidade de ouro para
se colocar na liderança do campeonato. E pela segunda jornada consecutiva, Nuno
Espírito Santo mete a equipa a jogar com apenas um avançado. Quanto meteu André
Silva, tirou Soares, mostrando que estava mais preocupado em não perder do que
propriamente em ganhar. Sempre defendi que quando uma equipa tem grande
necessidade de ganhar o jogo, não deve ter medo de arriscar e deve procurar
assumir o jogo e ir para cima do adversário. Nunca se viu isso por parte da
equipa azul e branca, bem como acho que o treinador adversário deveria apostar
no 4-4-2 que tem sido mais utilizado nos últimos tempos.
Destaque também para uma prestação
muito boa da equipa de arbitragem. O árbitro decidiu bem na grande penalidade
do Benfica e esteve atento às várias situações em que houve jogadores a
tentarem “cavar” um penalty. Esteve também muito bem ao manter um critério
largo e idêntico em ambas as equipas, privilegiando o contacto físico, algo
muito importante em jogos desta intensidade.
Fomos claramente superiores, mas
isso a mim não me preenche. Acima de tudo, eu quero que o Benfica ganhe, seja a
jogar com nota artística ou a jogar como uma equipa dos Distritais. Apesar de
tudo, existem aspectos positivos que deixam boas perspectivas para o que resta
do campeonato. Há que manter esta atitude e este colinho dos adeptos nos jogos
que restam do campeonato. Restam sete finais pela frente. Força Benfica!

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