Como sabem, a nossa equipa de hóquei em patins ficou-se pelas meias-finais da Liga Europeia ao perder contra o Reus Deportiu no desempate através da conversão de grandes penalidades. Aí, Pedro Henriques, guarda-redes emprestado pelos encarnados ao emblema catalão, destacou-se ao defender 4 grandes penalidades, contra a 3 defendidas pelo nosso Guillem Trabal, acabando mesmo por se tornar no primeiro hoquista português a conquistar 3 Ligas Europeias.
Ora, dadas as circunstâncias, levantou-se uma questão que antes já pairava na cabeça de alguns benfiquistas: porque o Pedro Henriques foi emprestado?
Vejamos, Pedro Henriques foi formado no Benfica e integrou a equipa principal em 2010. Desde então, apesar de ter sido decisivo na conquista das duas Ligas Europeias do nosso clube, nunca foi utilizado com muita regularidade, estando tapado primeiro por Ricardo Silva (actualmente no Óquei de Barcelos) e actualmente pelo espanhol Trabal.
E aos 26 anos, Pedro Henriques precisava urgentemente de jogar com regularidade para conseguir confirmar as suas potencialidades, abrindo-se uma porta na Catalunha.
Aliás, no início, a contratação de Pedro Henriques por parte do Reus também foi bastante questionada. Ele tornou-se no primeiro guarda-redes português a representar o emblema catalão e muitos questionaram a necessidade de se contratar um guarda-redes português quando a Espanha tem uma escola de guarda-redes de topo em todas as modalidades.
Mas o que é facto é que, Pedro Henriques tem realizado uma grande temporada ao serviço do Reus e tem sido dos hoquistas mais elogiados pela imprensa espanhola. E tem sido influente ao ponto do Reus tentar contratá-lo a título definitivo, proposta que foi imediatamente recusada.
O Pedro Henriques de hoje é certamente melhor que o Pedro Henriques do início da época. E como tal, ele será guarda-redes para o Benfica por mais uns 10 anos. Quando a Trabal, ele está em final de contrato, mas segundo o que a imprensa avança, a sua renovação está assegurada. O que significa, que os dois poderão alternar entre si na próxima temporada, tal como acontece nesta época no FC Porto entre o português Nélson Magalhães e o espanhol Carles Grau. Bem como é possível que Pedro Henriques seja o guarda-redes titular da selecção nacional no Mundial a disputar em Julho.


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