Antes de mais, devo dizer que não tenho memória de uma final da Taça de Portugal em que tenha chovido. E a chuva foi mesmo a imagem de marca de uma final da Taça disputada entre duas das melhores equipas deste campeonato.
Rui Vitória mostrou sereidade e profissionalismo, ao apostar nos melhores jogadores para o onze, incluindo em Ederson para defender as nossas redes. Já Pedro Martins surpreendeu ao apostar em João Miguel Silva na baliza e em Marega como falso 9, com Hernâni e Raphinha nas alas.
Num relvado do Jamor inacreditavelmente em mau estado, assistimos a uma primeira parte pobre em futebol, com um Benfica a jogar a um ritmo baixo a um Vitória de Guimarães a privilegiar a organização táctica com um bloco baixo e compacto, Ambas as equipas apostaram nos lances de bola parada e em bolas bombeadas para a área para tentarem criar ocasiões de perigo, com a equipa vitoriana também a apostar nas cavalgadas de Bruno Gaspar para subir no terreno e chegar com a bola na zona de perigo.
A chave para desbloquear este jogo apareceu no final da primeira parte, com a substituição forçada de Hurtado por Celis, que levou à deslocação de Zungu para a posição de nº 10. Com isso, o Jonas ganhou mais liberdade na sua zona de acção.
O início da segunda parte demolidor da nossa equipa foi decisivo na conquista de mais um objectivo. Primeiro, com o sempre oportunista Jiménez a finalizar de forma artística e a festejar com estilo. Depois, com um mergulho de Salvio a cabecear certeiro à baliza. E assim, o Benfica "cavou" uma vantagem de 2 golos em 5 minutos.
Daí para a frente, a toada do jogo pouco se alterou. O Benfica geriu o resultado de forma serena e tranquila e um Vitória de Guimarães a jogar com base na raça e no querer para tentar criar ocasiões de perigo. Numa das poucas vezes que a equipa vitoriana chegou à área encarnada na segunda parte, acabou por conseguir arrancar um pontapé de canto que daria a redução da desvantagem no marcador.
Foi um golo que deixou a nação benfiquista em estado de alerta, mas que na verdade, não mudou em nada o rumo dos acontecimentos. A equipa vimaranense continuou a ter dificuldades a jogar em ataque organizado e a nossa equipa´continuou a controlar a bola no meio campo adversário, dispondo ainda de mais ocasiões para dilatar a vantagem.
Resumindo, foi uma primeira parte modesta e uma segunda parte em que mostramos a nossa superioridade em campo. No final, conquistámos a nossa 26ª Taça de Portugal.
Agora, vamos a relembrar aqui a questão dos guarda-redes de que falei na semana passada. Como defendi, Ederson foi o guarda-redes titular. E reparem que o 1º golo do Benfica foi idêntico ao golo que nos tirou a Taça de Portugal em 2005, ambos com os guarda-redes suplentes.
Em 2005, foi Moreira a defender para a frente e Meyong a finalizar. Ontem, foi João Miguel a defender para a frente e Jiménez a finalizat. Sim, eu sei que o Ederson ficou mal na fotografia do golo vitoriano, mas esse golo deveu-se à falha de comunicação da nossa defesa no canto (a única em todo o jogo). Foi de certa forma, um golo parecido ao do Charisteas na final do Euro 2004.
A época acaba aqui, fechando mais uma página da história do Sport Lisboa e Benfica. Novos desafios aparecerão pela frente e a tarefa não será fácil, mas parto com a convicção de que o Benfica está no caminho certo para se manter na rota do sucesso. VIVÓ BENFICA!!!

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