A 4 dias da final da Taça de Portugal, muitos adeptos estarão certamente expectáveis quanto àquela equipa em que Rui Vitória vai apostar no Jamor. Eu defendo que na final da Taça de Portugal, deve-se apostar nos melhores. No entanto, nos últimos anos, tem havido sempre uma tendência para um clube grande na final da Taça fazer algumas alterações na equipa, inclusive na baliza.
Ora, nesta final da Taça, muitos benfiquistas defendem a titularidade de Júlio César como forma de premiar o guarda-redes internacional brasileiro pelo seu profissionalismo. Neste caso, eu estou em completo desacordo. Com todo o respeito e admiração que tenho pelo Imperador, acho que o titular no Jamor deve ser aquele que tem sido titular ao longo da temporada, ou seja, Ederson Moraes.
Ora vejamos uma coisa: o Sport Lisboa e Benfica tem 25 Taças de Portugal no seu museu. E pensem, em quantas dessas 25 finais ganhas, o Benfica jogou com o guarda-redes suplente? Certamente, terão sido muito poucas, ou até mesmo nenhuma. Por exemplo, o Benfica conquistou 6 Taças de Portugal na década de 80, e nessas 6 finais, jogou sempre com o guarda-redes titular: Bento nas primeiras 5, e Silvino na sexta em 1986/1987.
Esta "moda" de se utilizar o guarda-redes suplente em jogos importantes da Taça não é assim tão antiga quanto isso, e muitas vezes tem dado mau resultado. Por exemplo, em 2003/2004 Vítor Baía foi o guarda-redes titular, as na final da Taça contra o Benfica, jogou Nuno Espírito Santo. Na época seguinte, Quim foi o guarda-redes titular do Benfica na segunda metade da época e na final da Taça contra o Vitória de Setúbal, jogou Moreira.
Eu não garanto que ganhemos com o Ederson nem que percamos com o Júlio César, mas volto a dizer: no Jamor, é para jogar com os melhores. E o historial aconselha a isso.


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