SL Benfica 4-0 Vitória de Guimarães
Creio que o título diz tudo. No jogo do título, vimos um Benfica perfeito! Mas desengane-se quem pensa que isto foi meramente uma questão de alinhamento de astros ou de um dia bom para nós e/ou um dia mau para os vitorianos. Houve muito trabalho por detrás daquela que foi claramente a melhor exibição deste ano civil de 2017.
Creio que houve três chaves para a primeira parte acutilante da nossa equipa:
Primeiro, uma exímia organização defensiva, com uma elevada concentração e um espaço muito curto entre as duas linhas com Jiménez a estabelecer a ligação. Depois, uma grande fluidez e variedade de opções nas jogadas de ataque, procurando combinações curtas de modo a conseguir vantegem numérica em todas zonas do terreno de jogo, e procurando ganhar espaço no corredor central e desequilibrar por aí através dos passes a rasgar de Lindelof.
Segundo, a forma como a equipa entrava em organização ofensiva, atacando com 8 elementos, com apenas os centrais recuados e Fejsa a fazer a cobertura. A fluidez ofensiva da nossa equipa conseguir desfazer uma das imagens de marca das equipas do Pedro Martins: a organização táctica. E isso resultou numa tremenda dificuldade da equipa vimaranense em controlar o espaço entre linhas.
Terceiro, a pressão alta feita pela equipa, uma das imagens de marca do Benfica de Rui Vitória. Pressão essa que fez com que a equipa adversária fosse incapaz de sair a jogar de forma curta, e que anulou por completo o jogador mais influente na fase de construção da equipa: Rafael Miranda.
Na segunda parte, a equipa baixou o ritmo de jogo, mas manteve a concentração e o domínio de jogo, jogando de forma apoiada e fazendo com que a equipa vimaranense corresse atrás da bola. E com isso, marcou o quinto golo e podiam ainda ter vindo mais.
E com uma exibição de gala, fechou-se mais um capítulo da história do Sport Lisboa e Benfica com chave de ouro: o Tetracampeonato.
Vivó Benfica!

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