Uma das notícias do dia de ontem relacionadas ao Benfica foi o
anúncio de um novo empréstimo obrigacionista (o terceiro em simultâneo e o
sétimo da história do clube), por parte do CEO do Benfica Domingos Soares
Oliveira.
Ora, como este assunto foi pouco abordado pelas páginas de apoio
ao Benfica em geral, e como há adeptos que não pescam nada desde tipo de
assuntos, venho aqui explicar qual a finalidade destes empréstimos
obrigacionistas. Tentarei explicar isto da melhor forma possível, visto que não
percebo nada de gestão financeira, como muitos falam como se percebessem.
Com isto, o Sport Lisboa e Benfica terá três empréstimos
obrigacionistas em simultâneo, todos eles com duração de três anos: o primeiro
de 2015-2018, o segundo de 2016-2019 e este novo com duração até 2020. Ou seja,
o Benfica voltou a recorrer a estes empréstimos obrigacionistas a partir do
momento em que a relação com o BEs começou a ficar pouco saudável.
Este novo empréstimo obrigacionista renderá um financiamento de 50
milhões de euros e terá uma taxa de juro de 4%. Segundo o nosso CEO, este novo
empréstimo irá servir essencialmente para pagar empréstimos bancários (50% da
dívida do clube corresponde a empréstimos bancários).
Devo também referir que estes empréstimos obrigacionistas não são
empréstimos bancários mas sim empréstimos de investidores privados. Com isto, o
Benfica tem 142,8 milhões de euros de exposição a empréstimos obrigacionistas,
e terá de liquidar os três empréstimos nos próximos três anis. Mas em contra
partida, o clube ficará menos exposto à banca. Depois, há também que ter em
conta que estes investidores privados funcionam como parceiros do Benfica, e se
as receitas do clube continuarem a subir, este será certamente um bom parceiro
para os investidores.
No geral, este novo empréstimo obrigacionista é uma boa medida
para o nosso clube por duas razões: primeiro, porque irá baixar os juros da
dívida renumerada, que no primeiro semestre rondaram os 8,1% (13% mais baixos
em relação ao primeiro semestre da época passada. Depois, este os empréstimos
obrigacionistas que decorrem actualmente têm taxas de juro entre os 4% e os
4,75%. Enquanto o empréstimo que decorreu entre 2012 e 2015 tinha taxas de juro
superiores a 7%.
E segundo, este empréstimo obrigacionista também irá fazer com que
o Benfica perca dependência da banca, que está cada vez mais instável e menos
disponível a emprestar dinheiro. E consequentemente, irá contribuir para a redução
gradual da dívida que tem vindo a ser levada a cabo.

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